Economia

Juros caem alinhados ao movimento dos Treasuries e com alívio do petróleo

Da Redação ·

Os juros futuros fechara o dia em queda, alinhado ao movimento dos Treasuries, mas o alívio em torno de 6% nos preços do petróleo também ajudou. Após passarem a manhã em alta, as taxas locais viraram para baixo, na medida em que os rendimentos longos na curva americana também passaram a cair e que o petróleo ampliou as perdas.

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A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou a sessão regular em 13,29%, de 13,344% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2024 caiu de 13,056% para 12,955%. A do DI para janeiro de 2025 fechou em 12,42%, de 12,565%, e a do DI para janeiro de 2027 terminou em 12,295%, de 12,39%.

Mesmo com o dólar fechando em alta, a R$ 5,1565, os juros caíram, com o mercado de olho no exterior, principalmente nos sinais do Federal Reserve. "O mercado de juros local replica o que acontece nas curvas dos mercados globais", resume Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management. A parte da manhã foi tensa para os negócios, com o yield da T-Note de dez anos chegando a bater em 3,20%, refletindo a percepção de uma atuação mais dura do banco central americano, apesar do discurso do presidente da instituição, Jerome Powell, na semana passada descartando uma possível aceleração no ritmo de aperto monetário.

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À tarde, o cenário mudou e a T-Note de dez anos passou a cair fortemente. No fechamento da sessão regular do DI, marcava 3,06%, mas depois cedeu ainda mais, para 3,03% por volta das 17h. No começo da tarde, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que uma alta de 75 pontos base nos juros não está em seu cenário, e fez indicações de que a inflação está desacelerando nos Estados Unidos.

Já o petróleo devolveu nesta segunda-feira, num só dia, a alta de 5% apurada na última semana, refletindo temores sobre a demanda em meio à discussão na União Europeia sobre embargo ao petróleo russo e sinais negativos da economia da China. A questão é que, em meio à guerra, o cenário tem mudado rapidamente. "Em se tratando de petróleo, a palavra que define é volatilidade", comentou Olivares.

Desse modo, apesar do comportamento da commodity, o mercado mantém a percepção de que a Petrobras terá de elevar o preço da gasolina, até porque o câmbio está se depreciando. A empresa anunciou aumento de 8,87% no diesel, mas que não chegou a afetar a curva, uma vez que o que pesa diretamente no IPCA é a gasolina. A defasagem do diesel ante os preços internacionais era maior e, por isso, era esperado que fosse priorizada. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do insumo agora caiu para 11% na comparação com os preços praticados no Golfo do México. Já a gasolina, que não teve o preço alterado, tem defasagem média de 19%.