Economia

Juro médio no crédito livre fica em 26,3% em novembro, ante 26,5% em outubro

Da Redação ·

Em meio aos efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, a taxa média de juros no crédito livre passou de 26,5% ao ano em outubro para 26,3% ao ano em novembro, informou nesta quarta-feira, 23, o Banco Central (BC). Em novembro de 2019, essa taxa estava em 35,6% ao ano.

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Os dados apresentados hoje pelo BC são influenciados pelos efeitos da pandemia, que colocou em isolamento social boa parte da população e reduziu a atividade das empresas - em especial, nos meses de março e abril. Em meio à carência de recursos, famílias e empresas aumentaram a demanda por algumas linhas de crédito nos bancos.

Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre passou de 38,8% para 38,1% ao ano de outubro para novembro, enquanto para as pessoas jurídicas foi de 12,0% para 12,2% ao ano.

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Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa passou de 112,9% ao ano para 113,6% ao ano de outubro para novembro. No crédito pessoal, a taxa passou de 31,7% para 31,6% ao ano.

Desde julho de 2018, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200. Em 6 de janeiro de 2020, o BC passou a aplicar uma limitação dos juros do cheque especial, em 8% ao ano (151,82% ao ano).

Além da limitação do juro, os dados de hoje refletem uma revisão realizada na série histórica do BC. De acordo com a autarquia, os números passaram a considerar o fato de alguns bancos cobrarem juro no cheque especial apenas após dez dias de atraso no pagamento da fatura. Antes, era considerado todo o período de atraso. Esta mudança fez com que o nível do juro no cheque especial, na nova série histórica, fosse menor que em anos anteriores.

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Os dados agora divulgados pelo Banco Central mostraram ainda que, para aquisição de veículos, os juros foram de 18,9% ao ano, em outubro, para 19,0% em novembro. A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), foi de 18,6% ao ano, em outubro, para 18,7% ao ano em novembro. Em novembro de 2019, estava em 23,6%.

Já o Indicador de Custo de Crédito (ICC) caiu 0,3 ponto porcentual em novembro ante outubro, aos 16,9% ao ano. O porcentual reflete o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque. Na prática, o indicador reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelo brasileiro nas operações de crédito contratadas no passado e ainda em andamento.