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IPCA-15 mais alto do que o esperado, ata e queda do minério limitam Ibovespa de subir por NY

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O Ibovespa opera perto da estabilidade na manhã desta terça-feira, 26. Após cair 0,27%, na mínima aos 126.590,67 pontos mais cedo, o Índice Bovespa diminuiu a velocidade, testando alta e o nível dos 127 mil pontos, mas sem convicção.

O movimento reflete a leve elevação das bolsas norte-americanas, onde os investidores aguardam a divulgação do PIB dos Estados Unidos do quarto trimestre, na quinta, e de inflação, na sexta-feira. A ideia é avaliar os números e tentar balizar as apostas para o início e a magnitude da queda dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

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"De maneira geral, está mais perto da estabilidade. Não teve muita surpresa com o IPCA-15 e a ata do Copom. O índice de inflação só veio um pouco acima do consenso e a ata ficou em linha com o comunicado do Copom da semana passada", avalia Letícia Cosenza, sócia e especialista da Blue3 Investimentos.

Após cortar a Selic de 11,25% para 10,75% ao ano na semana passada, o Banco Central retirou a parte do texto sobre a política monetária futura. Assim, espera-se somente mais um corte de meio ponto porcentual do juro básico em maio, ficando dúvidas quanto às próximas reuniões.

"A ata mostrou que o BC quer ter um pouco mais de flexibilidade no exercício da política monetária para não ter que quebrar as expectativas e causar volatilidade desnecessária", completa Letícia, da Blue3.

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O IPCA-15 registrou alta de 0,36% em março, após ter subido 0,78% em fevereiro. O resultado ficou acima da mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de 0,32% (estimativas de 0,21% a 0,54%).

Além de avaliar as divulgações internas nesta manhã, a queda de 3,72% do minério de ferro em Dalian, na China, cotado a US$ 112,93 por tonelada, pesa no Índice Bovespa. Ontem, fechou em baixa de 0,08%, aos 126.931,47 pontos. Às 11h33, cedia 0,04%, aos 126.871,79 pontos. Vale caia 1,87%.

Na avaliação de Bruno Takeo, analista da Ouro Preto Investimentos, o cenário para o Brasil é favorável, apesar do resultado do IPCA-15 de março acima da medida e da percepção de redução do ritmo de queda da Selic após o Copom de maio.

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"O IPCA-15 um pouco acima não estraga o otimismo e o tom da ata veio parecido ao do comunicado, com uma parte mais dura, mas é um fator a corroborar que o Copom não quer se comprometer com as próximas reuniões", avalia. "Tirando a parte de commodities e ligada a juros, tem um quadro benigno", completa Takeo.

No texto da ata do Copom o BC parece ter optado por não se comprometer. Por ora, segue a expectativa de corte de meio ponto porcentual na Selic em maio, ficando dúvidas em relação aos próximos passos. Na semana passada, o juro básico passou de 11,25% para 10,75% ao ano.

Para o Bradesco, a ata do Copom reforça a cautela diante de um ambiente de incertezas, mas sem alterar a trajetória esperada de política monetária. "Mantemos nossa expectativa de que a taxa Selic atingirá 9,25% até o final do ano", diz em relatório.

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