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Inflação no Brasil surpreende um pouco positivamente na parte qualitativa, diz presidente do BC

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta quarta-feira, 18, que a inflação corrente tem surpreendido positivamente no Brasil, sobretudo na parte qualitativa. "A parte de núcleos também tem tido uma surpresa positiva", comentou o banq

Cícero Cotrim e Eduardo Rodrigues (via Agência Estado)

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Escrito por Cícero Cotrim e Eduardo Rodrigues (via Agência Estado)
Publicado em 18.10.2023, 13:12:00 Editado em 18.10.2023, 13:19:50
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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta quarta-feira, 18, que a inflação corrente tem surpreendido positivamente no Brasil, sobretudo na parte qualitativa. "A parte de núcleos também tem tido uma surpresa positiva", comentou o banqueiro central, em evento do Credit Suisse. Campos Neto destacou ainda que a inflação do Brasil tem se comportado melhor do que a média global indicaria. Repetiu, ainda, que foi importante manter o centro da meta de inflação em 3% para promover uma redução das expectativas de IPCA de longo prazo. O presidente do BC salientou também que o Brasil tem juros reais altos, mas que o diferencial em relação a outros países diminuiu ao longo dos anos. Ainda repetiu que é necessário avançar na agenda de recuperação de crédito. "É um tema super importante, grande parte do problema está no fato de a recuperação de crédito ser judicial", comentou Campos Neto. O presidente do BC ainda destacou que o Brasil é "disparado" o país que mais tem crédito direcionado, o que mantém os juros altos. "Não é uma fala específica em relação ao que o BNDES está fazendo, ou ao que um banco A, B ou C está fazendo", afirmou Campos Neto. "Quando o crédito direcionado caiu, o juro estrutural também caiu", completou.

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Desinflação nos debates internacionais

O presidente do Banco Central disse também que questionamentos sobre o caminho da desinflação à frente têm marcado debates internacionais, incluindo as últimas reuniões do FMI, no Marrocos. "Uma das perguntas que surgiu muito nas reuniões internacionais é de onde vai vir a desinflação daqui para a frente", disse Campos Neto. O banqueiro central destacou que a inflação parou de cair em alguns países, em parte devido ao aumento dos preços de energia. Esses fatores levaram, inclusive, a um aumento nas projeções de inflação de alguns países para 2024. Campos Neto salientou ainda que os preços do petróleo já sofriam "implicações" do arranjo entre Arábia Saudita e Rússia mesmo antes do conflito entre Israel e Hamas. Mas notou que grande parte dos países têm expectativas de inflação entrando no intervalo da meta, sobretudo para 2024 e 2025. Sobre o Brasil, o presidente do BC voltou a destacar que a manutenção do centro da meta em 3% foi importante para ancorar as expectativas. Campos Neto disse ainda que os preços de alimentos continuam contribuindo para a desinflação no País.

Precificação da curva de juros dos EUA

Campos Neto disse ainda que a precificação da curva de juros norte-americana tem sido o principal tema de política mundial global. "Em termos de política monetária, todos os olhos agora estão na precificação da curva americana", disse ele, acrescentando que este é um dos primeiros momentos em que diversos países se referem ao tema da taxa de juros americana como um dos principais fatores para determinar os juros locais. O presidente do BC acrescentou que há dúvidas no curto prazo sobre se o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode voltar a elevar os juros a partir de dezembro. Sobre a curva, destacou que há incerteza sobre se existe um componente fiscal no aumento dos juros. "A grande pergunta é: será que tem alguma coisa de fiscal nessa curva de juros americana ou é uma coisa técnica?", disse, lembrando que há dúvidas sobre o impacto de alguns programas fiscais nos EUA, mas também que a China tem vendido títulos do Tesouro americano.

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