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Incertezas com China e juros nos EUA puxam queda do Ibovespa após alta na sexta-feira

As preocupações com sinais de desaceleração da economia chinesa e de aumentos de juros nos Estados Unidos, que norteiam os negócios internacionais, atingem o Ibovespa na manhã desta segunda-feira, 10. Após ceder com mais força, o petróleo reduzia o ritmo

Maria Regina Silva (via Agência Estado)

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Escrito por Maria Regina Silva (via Agência Estado)
Publicado em 10.07.2023, 11:22:00 Editado em 10.07.2023, 11:25:24
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As preocupações com sinais de desaceleração da economia chinesa e de aumentos de juros nos Estados Unidos, que norteiam os negócios internacionais, atingem o Ibovespa na manhã desta segunda-feira, 10. Após ceder com mais força, o petróleo reduzia o ritmo para em torno de 0,10% perto de 11 horas, atenuando um pouco a velocidade de baixa do Índice Bovespa, bem como a tentativa de alta das bolsas americanas. Já o minério de ferro fechou em baixa de 3,46% em Dalian, na China, influenciando as ações da Vale, que cediam acima de 1,00% há instantes.

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Na sexta-feira, 7, o Ibovespa fechou em alta de 1,25%, aos 118.897,99 pontos. A elevação deveu-se principalmente à aprovação da reforma tributária e do projeto de lei que trata do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf). O texto da reforma tributária só começará a ser analisado no Senado em agosto, depois do recesso do Legislativo, assim como também os ajustes finais no arcabouço fiscal na Câmara.

"O Índice vem de uma sexta forte, digerindo a aprovação da reforma tributária. Foi um passo importante, não é a melhor reforma, mas é melhor do que nada. O mercado está tentando entender os detalhes", avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

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O recuo do principal indicador da B3 é moderado. Após dados fracos de inflação na China, há expectativas de anúncio de medidas de estímulo por lá. Ao mesmo tempo, ficam no radar as falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Ao longo dos próximos dias a agenda ganhará força, com destaque para índices de inflação no mundo que poderão ajudar nas apostas sobre juros. No Brasil, saem o IPCA relativo a junho, que tende a mostrar deflação, e os dados de maio dos setores de Serviços e Varejo.

"É uma semana importante em termos de divulgações, de índices de preços em várias partes. Aqui, o IPCA pode ter deflação e dar uma perspectiva adicional para o Copom de agosto, com corte da Selic em 0,25 ponto ou de meio ponto porcentual", diz Spiess.

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Passo importante

Nesta manhã, o boletim Focus trouxe nova redução na projeção de inflação em 2023 (de 4,98% para 4,95%) e manutenção nos demais prazos. Já para a Selic, a estimativa subiu apenas para 2026 (de 8,63% para 8,75% ao ano).

No exterior, dentre as publicações estão os índices de preços ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) dos EUA do mês passado, o Livro Bege do Fed, a ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), o relatório mensal da Opep e o início da temporada norte-americana de balanços do segundo trimestre.

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Hoje, foi o informado o índice de preços ao consumidor (CPI) chinês, que se estabilizou na comparação anual de junho, enquanto o PPI teve deflação mais acentuada.

"Os dados reforçam o clima de cautela com o ritmo de recuperação da economia local. Ao mesmo tempo, também crescem as expectativas de que o governo seja mais agressivo nas medidas de estímulo", cita em relatório o Bradesco. Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão sem direção única.

"Ao longo do dia, atenção para as falas de diversos dirigentes do Fed, que podem reforçar as expectativas de novas altas de juros nos EUA", completa o Bradesco.

Às 11h02 desta sexta, o Ibovespa caía 0,42%, aos 118.393,97 pontos, ante abertura aos 118.897,42 pontos, igual à máxima intradia, e após mínima aos 118.059,73 pontos (-0,71%).

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