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Impasse entre EUA e China sobre tarifas esquenta, e dólar vai a R$ 5,99

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A crise entre Estados Unidos e China envolvendo a imposição de barreiras comerciais se agravou nesta terça-feira, 8, marcando mais um dia de fortes perdas nas Bolsas. No Brasil, o Ibovespa, referência da B3, registrou queda de 1,32%, aos 123,9 mil pontos. O efeito do mal-estar externo apareceu também no mercado de câmbio. O dólar avançou 1,48% e fechou valendo R$ 5,99, maior patamar desde 21 de janeiro. A valorização acumulada nos seis primeiros pregões de abril chega a 5,13%.

No início da tarde, a Casa Branca cumpriu a ameaça e estabeleceu sobretaxa adicional de 50% sobre produtos importados da China. Considerando as taxas que já haviam sido anunciadas antes, o porcentual total vai a 104%. O anúncio foi feito, segundo o governo americano, depois que Pequim resolveu retaliar os EUA.

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"O presidente quer fazer um acordo com a China, mas não sabe como começar", disse a secretária de imprensa, Karoline Leavitt. Segundo ela, se a China tentar fazer um acordo Trump será "incrivelmente gentil, mas fará o que for melhor para o povo americano".

Karoline também disse que Trump não planeja atrasar a entrada em vigor das tarifas - que entram em vigor hoje -, mesmo que o governo abra negociações com países individuais sobre acordos comerciais. "Vamos priorizar nossos aliados e parceiros ao redor do mundo primeiro quando se trata dessas negociações."

Da sua parte, o governo da China indicou que também não pretende recuar na sua resolução. Afirmou que "lutará até o fim" e tomará contramedidas contra os Estados Unidos para salvaguardar seus próprios interesses. "As contramedidas tomadas pela China têm como objetivo proteger sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento, além de manter a ordem normal do comércio internacional. Elas são completamente legítimas", disse em nota o Ministério do Comércio chinês. "A ameaça dos EUA de aumentar as tarifas sobre a China é um erro em cima de um erro e, mais uma vez, expõe a natureza chantagista dos EUA. Se os EUA insistirem em seu próprio caminho, a China lutará até o fim."

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Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a criação de uma sobretaxa mínima de 10% sobre a exportação de qualquer produto para o país, além de uma "tarifa recíproca" envolvendo 180 países, com porcentuais ainda mais elevados. No caso da China, a tarifa chegava a 34%. Trump disse que o anúncio representou o "Dia da Libertação" americana, já que outros países estariam tirando proveito comercial dos EUA.

O anúncio gerou apreensão no mercado, com projeções sobre o risco de uma recessão global, e despertou a reação de vários países. O Brasil foi incluído em lista com taxação de 10% e, agora, procura a melhor forma para tentar abrir uma negociação (mais informações na pág. B2).

Reviravolta

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O fechamento dos negócios ontem no mercado financeiro contrastou com o clima de recuperação que havia marcado a primeira metade do dia. A Bolsa de Tóquio chegou a fechar com alta de 6%, com as notícias de que o primeiro-ministro Shigeru Ishiba buscaria uma negociação com os EUA.

Na esteira dos dados que vinham da Ásia, a Nasdaq, a Bolsa americana que reúne as gigantes do setor de tecnologia, chegou a subir 4%. O sinal se inverteu depois que a Casa Branca confirmou a sobretaxa extra contra a China. No final, a plataforma registrou mais uma queda - agora, de 2,15%. As ações da Apple, que possuiu fábricas do iPhone na China, despencaram quase 5%. Já o Dow Jones perdeu 0,84%, enquanto o S&P 500 cedeu 1,57%, fechando abaixo dos 5 mil pontos pela primeira vez em um ano.

"Acho que o mercado esperava um clima mais ameno dos EUA com relação à China, no sentido de sentar para conversar, tentar chegar a um denominador comum. E não é isso que estamos vendo", disse o estrategista de ações da Nomos, Max Bohm. "Será que a China vai aumentar as tarifas ainda mais também?"

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Canadá

O Canadá inicia hoje a aplicação de tarifas sobre veículos importados dos Estados Unidos, também em retaliação às medidas "injustificadas" impostas pelo governo americano ao setor automotivo. O ministro das Finanças, François-Philippe Champagne, confirmou que as contramedidas incluem "tarifas de 25% sobre veículos totalmente montados nos EUA que não estejam em conformidade com o Acordo Canadá-EUA-México (USCMA)" e "25% sobre o conteúdo não canadense ou mexicano em veículos que cumprem o USCMA". (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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