Economia

Ibovespa tem máximas com NY, fluxo e commoditeis; Bolsa busca os 113 mil pontos

Da Redação ·

O Ibovespa busca novas marcas já no início do pregão desta quinta-feira, subindo com força e com valorização da maioria das ações que compõe a carteira, com destaque para papéis de commodities e do setor financeiro. Em Nova York, os índices futuros de ações também ganharam força há pouco, de olho em balanços do quarto trimestre e em dados dos EUA, como o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre (preliminar).

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O PIB norte-americano mostrou que a economia subiu a ritmo anualizado de 6,9% no período, ante previsão 5,5%. O resultado reforça que a atividade americana segue em recuperação firme, corroborando a sinalização do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central do país), Jerome Powell, de que é preciso elevar juros em breve e de forma acelerada. Já os pedidos semanais de auxílio-desemprego dos EUA cederam a 30 mil, para 260 mil, ante projeção de 265 mil.

"Reforça o que Powell falou após a decisão de política monetária ontem, de que a economia vem se recuperando, de que os EUA estão conseguindo melhorar o emprego, que de fato os estímulos podem ser reduzido, e que a economia consegue caminhar com as próprias pernas", avalia

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Lucas Carvalho, especialista em Renda Variável na Blue3.

Já no câmbio, o real tem apreciação, à medida que o mercado local segue atraindo recursos externos. "O Brasil já vinha com múltiplos muito atrativos, e isso continua, mostra que a Bolsa brasileira vem sendo bem vista. Isso não é de hoje, mas tem rompido resistências ao longo da semana", afirma Carvalho.

Enquanto o Ibovespa sobe acima de 1% esta manhã, os índices futuros de ações americanos têm alta inferior em sua maioria. E o dólar à vista ante o real cedia 1,30%, a R$ 5,3701, às 11h07.

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Ontem, o Fed indicou alta de juros começando em março, como o esperado, porém, as palavras duras de Powell levaram ao entendimento de que o processo se dará de forma mais agressiva, a fim de conter a persistência inflacionária. Já quanto o Brasil, o mercado monitora os riscos fiscais, com a PEC dos Combustíveis no radar e a decisão de governadores de congelar o ICMS dos combustíveis por mais 60 dias. No entanto, o congelamento beneficia as ações da Petrobras e, por tabela, o Ibovespa.

O entendimento do congelamento, explica Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença, é de que a política de preços da estatal está mantida, de que não há interferência política na companhia.

Além disso, a valorização das commodities ampara o Ibovespa para cima. O petróleo sobe na faixa de 1% em Londres e nos EUA, em meio a incertezas das tensões entre Ucrânia e Rússia e expectativas de oferta restrita. O minério de ferro no porto chinês de Qingdao também fechou neste nível (0,81%), a US$ 139,62 a tonelada. Petrobras tinha alta de 1,86% (PN) e de 1,57% (ON), enquanto Vale tinha valorização de 0,30%, no horário citado acima.

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Caso a alta desta quinta seja confirmada, o Ibovespa terá o terceiro dia de valorização, caminhando para fechar a semana e o mês com ganhos, ao contrário do visto há um ano. Até o momento, acumula alta semanal de 3,41% e de 7,47% em janeiro.

"Temos de avaliar os dados, ver se o investidor estrangeiro continuará comprando. É preciso monitorar. É o famoso smart money", diz Monteiro.

No âmbito corporativo, os investidores avaliam a precificação das ações para o follow on da Braskem, bem como a notícia de que a Justiça acolheu parcialmente o recurso da PetroRio contra a decisão que a impediu de explorar o bloco de Wahoo na semana passada. Braskem cedia 2,51% e PetroRio subia 1,27%. Já a CSN informou que reduziu o protocolo de emergência da Barragem B2, localizada em Rio Acima (MG), na mina de Fernandinho, para o nível 1, após implementar melhorias de segurança em sua estrutura. As ações avançavam 0,65%.

Às 11h14, o Ibovespa subia 1,15%, aos 112.551,07 pontos, após abertura aos 111.302,93 pontos, que também é a mínima por ora, ante máxima diária aos 112.871,78 pontos (alta de 1,42%).