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Ibovespa sobe no dia com Petrobras e eleição no foco, mas fecha agosto em leve queda

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Depois de tocar mais cedo a máxima em 178.585,94 pontos, o Ibovespa perdeu força e fechou nos 177.418,78 pontos (alta de 1%) nesta segunda-feira. O maior catalisador para o movimento foi a disparada das ações da Petrobras no dia, com avanço de 3,38% das preferenciais e 4,23% das ordinárias, em dia de firme valorização do petróleo. A commodity teve alta de 2,71% (US$ 2,39), a US$ 90,49 por barril.

Depois de uma sequência forte de saídas de recursos estrangeiros da bolsa até a metade do mês, uma nova leva de entrada de dinheiro desses investidores nas últimas sessões permitiu que o Ibovespa retomasse o fôlego. Desde o último dia 21, os estrangeiros ingressaram com pouco mais de R$ 4 bilhões na B3 e, de lá para cá, o Ibovespa subiu 3,7%. Com isso, o índice basicamente anulou as perdas de agosto, encerrando o mês com leve queda de 0,33%. No ano, o avanço é de 10,11%.

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Um barril de petróleo mais caro representa ganhos para a estatal, e essa correlação fica ainda mais clara no desempenho do papel em horizontes mais longos frente à performance da commodity. No ano, o petróleo já acumula ganhos acima de 40%, enquanto as ações preferenciais da Petrobras, mais líquidas, sobem 54%.

"A valorização da commodity é impulsionada diretamente pelo acirramento das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã, o que desperta temores no mercado sobre possíveis interrupções ou gargalos no seu fornecimento global. Esse cenário de alta do barril beneficiou o desempenho das ações da Petrobras, que, junto aos grandes bancos e varejistas, ajudou a puxar o índice para cima e dá fôlego para o Ibovespa", afirma Rebecca Nossig, estrategista de ações na Nomad.

As eleições também continuam pautando o movimento do mercado no Brasil. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneça forte na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL) vem mostrando mais força em levantamentos recentes, amparando a perspectivas dos investidores de que o pleito será mais acirrado. Isso agrada o mercado porque uma chapa mais à direita é vista como mais alinhada ao controle dos gastos públicos e a uma agenda fiscal mais dura, com consequente efeito para a política monetária, para os juros e maior propensão à tomada de risco no Brasil.

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Nesta segunda-feira, a pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Lula com 47,1% das intenções de voto em eventual segundo turno, contra 42,6% de Flávio Bolsonaro, queda de 1,8 ponto porcentual frente à pesquisa anterior. Quadro parecido se viu na pesquisa BTG/Nexus, com Lula e Flávio empatados tecnicamente em simulação de segundo turno.

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