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Ibovespa sobe com noticiário corporativo, mas queda em NY limita busca dos 128 mil pontos

A postura defensiva dos mercados nos Estados Unidos limita uma recuperação firme do Ibovespa. Lá fora, a reação se deve à percepção de que os juros norte-americanos demorarão mais para começar a cair. Em Nova York, os índices futuros de ações caem, enquan

Maria Regina Silva (via Agência Estado)

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Escrito por Maria Regina Silva (via Agência Estado)
Publicado em 05.02.2024, 11:50:00 Editado em 05.02.2024, 11:56:20
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A postura defensiva dos mercados nos Estados Unidos limita uma recuperação firme do Ibovespa. Lá fora, a reação se deve à percepção de que os juros norte-americanos demorarão mais para começar a cair. Em Nova York, os índices futuros de ações caem, enquanto os juros dos Treasuries e o dólar avançam, influenciado a curva futura e o real.

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Há pouco, o Índice Bovespa renovou máxima, mas ainda segue no nível dos 127 mil pontos. Na sexta, fechou em baixa de 1,01%, aos 127.182,25 pontos, cedendo 1,38% na semana.

A força vem das ações da Petrobras, em meio à tentativa de alta do petróleo no exterior, e dos ganhos em papéis do setor financeiro. Hoje, saíram os balanços do BTG Pactual e da BB Seguridade. Após o fechamento da B3, sairá o resultado do Itaú Unibanco e nos próximos dias, Bradesco e Banco do Brasil,

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"Sobe muito mais por Petrobras. A agenda da semana é esvaziada no sentido macro para Brasil, tirando a divulgação do IPCA, ficando a parte corporativa que é mais forte e deve conduzir os negócios", diz Gabriel Maringelli, analista de renda variável e estruturados da Arton Advisors.

Segundo Maringelli, há expectativa de números fortes do quarto trimestre dos grandes bancos brasileiros, à medida que a queda do juro básico é favorável para a carteira de crédito do setor, avalia.

Além dos balanços já divulgados, o mercado avalia a informação de que a Arezzo e o Grupo Soma confirmarem hoje a fusão que cria a gigante da moda de R$ 12 bilhões em receita, como antecipado peloBroadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Às 11h27, os papéis subiam 2,96% e 1,17%, respectivamente.

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A alta do Ibovespa deve-se à falta de notícias e a um ajuste, avalia o economista Álvaro Bandeira. Segundo ele, uma direção oposta não o surpreenderia. "Não ficaria assustado se o Ibovespa bater os 124 mil pontos ou até mesmo, onde tem zona de suporte, mas a tendência é de alta", avalia.

Para Bandeira, o curto prazo é complicado. "Tem o Congresso retomando as atividades, o que é risco para ruídos. Amanhã terá a divulgação da ata do Copom, que pode sinalizar a história de preocupação com o déficit fiscal. É uma semana complicada, pois logo tem o carnaval e o feriado de uma semana na China", descreve. "O Ibovespa deve bater os 150 mil, 160 mil pontos em algum momento de 2024", estima.

Hoje, o Banco Safra elevou o preço-alvo para o Ibovespa de 142 mil pontos para 155 mil pontos no final do ano de 2024, considerando um cenário mais favorável para as empresas (maior previsão de lucros) e maior estabilidade na economia global.

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No exterior, os investidores reagem a novos sinais de que os juros americanos não cairão em março e ainda que o processo poderá ficar até mesmo para depois de maio. Ontem, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, reiterou que um corte na taxa de juros americana no mês que vem "não é o mais provável". Disse ainda que o Fed não deve esperar a inflação alcançar seu alvo para começar a reduzir os juros.

O minério de ferro fechou com recuo de 0,63% em Dalian, na China, onde persistem os temores com o desaquecimento da economia e a poucos dias do início do feriado do ano novo chinês. As ações da Vale cediam 0,21% e as da Petrobras subiam na faixa de 0,50%.

O Ibovespa subia 0,30%, aos 127.473,25 pontos, ante alta de 0,51%, na máxima aos 127.834,29 pontos. Entre os grandes bancos, a maior alta era Bradesco, em torno de 0,90%, Unit de Santander, com 0,87%. Itaú Unibanco subia 0,55%.

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