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Ibovespa sobe com alívio externo após forte saída de estrangeiro na sexta-feira

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O quadro mais tranquilo no exterior, devido à reabertura parcial do Estreito de Ormuz, influencia o Ibovespa. O principal indicador da B3 sobe praticamente desde o início da sessão e tem quase todas as ações (79) da carteira teórica em alta, em recuperação, após a queda na véspera.

A queda do petróleo no exterior limita um pouco a valorização, devido ao recuo nas ações do setor petroleiro, principalmente as da Petrobras (PN: -1,63%) e ON: -1,82%). Em contrapartida, o avanço de 0,91% do minério de ferro em Dalian, na China, estimula os papéis do setor de metais, como Vale (0,63%).

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"O drive de curto de prazo é a reabertura total do Estreito de Ormuz", diz Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos. Segundo ele, o mercado ainda está esperando o balanço da Nvidia, que "pode animar", mas a do Fed, diz, pode não influenciar tanto, dada a mudança iminente da gestão da autoridade monetária. A posso do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, será na sexta-feira.

A agenda de indicadores no Brasil é vazia nesta terça-feira. No exterior, o mercado aguarda a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), à tarde, e o balanço da Nvidia., pós o fechamento dos mercados.

Além disso, o noticiário político brasileiro segue no radar, em meio a divulgações de pesquisas eleitorais, que mostrou enfraquecimento nas intenções de voto do pré-candidato a Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), depois da divulgação de gravação envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

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Nesta manhã, o petróleo recua entre 4,11% (Brent, a US$ 106,85 o barril) e -3,74% (WTI, a US$ 100,31). A queda ocorre, em meio à reabertura parcial do Estreito de Ormuz. Isso colabora para a melhora do humor nos mercados internacionais. Dois superpetroleiros chineses deixaram a rota marítima nesta quarta-feira e um terceiro, de bandeira sul-coreana, seguia rumo à saída, após mais de dois meses parado no Golfo. Os navios estão entre os poucos que deixaram a região neste mês por rota de trânsito definida pelo Irã.

Ainda, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que 26 embarcações comerciais atravessaram a passagem nas últimas 24 horas sob coordenação e proteção da força naval iraniana, em meio ao aumento das tensões na região e à atenção do mercado sobre a segurança da principal rota global de petróleo.

"Um ambiente externo menos adverso pode favorecer a recuperação dos ativos domésticos", completa a consultoria.

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Ontem, as incertezas sobre um fim do conflito entre EUA e Irã e riscos políticos, levaram o Ibovespa a fechar em queda pela terceira sessão seguida - encerrou com recuo de 1,525, aos 174.278,86 pontos.

A desvalorização do principal indicador da B3 tem sido influenciada principalmente pela saída de investidores estrangeiros. Só no pregão da última sexta-feira, foram retirados R$ 2,473 bilhões da Bolsa. Trata-se da maior saída registrada em 2026.

Já na segunda-feira, houve saída de R$ 891,857 milhões. O acumulado do ano, contudo, ainda segue positivo, em R$ 46,011 bilhões.

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Às 11h34, o Ibovespa tinha alta de 1,64%, aos 177.166,35 pontos, ante valorização de 1,83%, na máxima aos 177.470,45 pontos, vindo de abertura estável em 174.279,39 pontos, quase o mesmo nível da mínima de 174.279,39 pontos.

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