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    Ibovespa ignora NY ruim e fecha na máxima a 122.964,01 pontos, em alta de 0,87%

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 11.05.2021, 17:50:00 Editado em 11.05.2021, 17:56:02
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    O Ibovespa conseguiu não apenas se sustentar no nível dos 122 mil pontos, marca esta que alcançou na sexta-feira da semana passada, mas quase tocou os 123 mil pontos muito embora diante de um ambiente externo arredio. A força das empresas ligadas às commodities e, marginalmente, os bons resultados corporativos na média, ajudaram o principal índice do mercado acionário brasileiro no desempenho desta terça-feira na qual o temor de uma alta da inflação global - e, por consequência, a necessidade de uma elevação das taxas de juros - tomou os investidores.

    Após oscilar mais de 2,5 mil pontos entre a máxima e a mínima intraday, o Índice Bovespa encerrou na máxima com alta de 0,87% aos 122.964,01 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 30,1 bilhões.

    Destaque do dia, as ações da Vale e empresas correlatas surfaram na onda do aumento das commodities e a mineradora encerrou o pregão ganhando 3,51%. Já as preferenciais e ordinárias de Petrobras subiram, pela ordem, 1,82% e 1,32%. O barril do petróleo WTI com entrega prevista para junho avançou 0,55%, a US$ 65,28, enquanto o do Brent para julho aumentou 0,34%, a US$ 68,55.

    "Foi o que fez segurar o índice em contraposição aos pares em Nova York", disse Antônio Duarte Jr, sócio da Aplix Investimentos. Em Wall Street, o Dow Jones recuou 1,36% e o S&P500, 0,87%.

    "Há uma incerteza maior por conta da expectativa de alta da inflação. O aumento da cotação das commodities continua acontecendo e isso puxa preço de alimentos e preços de produtos industriais para cima", ressalta, completando que esse risco inflacionário está ocorrendo tanto nos países emergentes quanto desenvolvidos. E, afirma, uma das formas tem de conter o movimento é elevando as taxas de juros, com isso, o mercado acionário sempre fica um pouco menos atrativo.

    O temor que toma conta dos investidores externos ocorre a despeito dos discursos, ato contínuo, dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no qual dizem que picos de inflação devem ser temporários e que a autoridade monetária está monitorando as expectativas no médio prazo.

    Aqui no Brasil, nesta terça, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril com alta de 0,31% ante avanço de 0,93% em março. Em 12 meses, o resultado foi de 6,76%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 6,68% a 6,89%, com mediana de 6,73%.

    Também nesta terça, a ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou a intenção de promover novo aumento de 0,75 ponto no encontro de junho, caso não haja mudança nos condicionantes de inflação. A semana passada, a taxa Selic foi elevada para 3,50% ao ano.

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