Economia

Ibovespa encerra 1ª semana de maio na máxima aos 122.038,11 pontos

Da Redação ·

Em uma sessão marcada pela divulgação de balanços locais positivos e batizada pelo alívio que trouxe aos investidores o resultado abaixo do esperado do payroll, o Ibovespa ganhou impulso para galgar no fechamento à marca dos 122.038,11 pontos, na máxima, em alta de 1,77%, a maior desde 14 de janeiro (123.480,52 pontos). Contou com bons ventos externos, tanto dos principais índices do mercado acionário global em alta - com Dow Jones e S&P 500 renovando recorde histórico de fechamento - quanto do movimento de enfraquecimento do dólar frente a moedas fortes e de países emergentes pares do real. O impulso fez com que a primeira semana de maio encerrasse em valorização de 2,64%, revertendo para ganhos de 2,54% no acumulado deste ano.

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O arranque de pouco mais de mil pontos se deu logo pela manhã, na esteira dos dados de criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos mais fracos do que o esperado. A economia dos EUA gerou 266 mil postos de trabalho em abril, bem abaixo das previsões dos analistas. Isso indica que o horizonte traçado pelos dirigentes do Federal Reserve (Fed) para uma normalização da taxa de juro local ainda é distante e que os estímulos para aquela economia seguirão por mais um tempo.

"Dados mostraram que não há superaquecimento da economia. Não há dúvidas de que a economia americana está indo bem e vai avançar mais, mas que os estímulos vão seguir", disse Fernando Siqueira, gestor da Infinity Asset, complementando que o ritmo mais rápido de vacinação contra a Covid-19 nos EUA também dá mais ímpeto para a retomada.

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Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que os números do payroll mostram que "ainda há muito trabalho a fazer" até que a economia do país se recupere totalmente do choque da pandemia. Em declarações a repórteres na Casa Branca, Biden disse que o dado mostrou que "mais ajuda é necessária" e garantiu que ela "está a caminho". "O relatório de hoje mostra o quão vitais são nossas medidas de apoio", ressaltou.

Do ponto de vista corporativo, os bons resultados do primeiro trimestre deste ano apresentados pelas empresas listadas na B3 tiveram sua parte de contribuição para a alta do Ibovespa. Para analistas, os resultados têm ajudado bastante a bolsa brasileira. Por mais que a pandemia no fim do trimestre tenha sido ruim pela segunda onda de contaminação mais forte do coronavírus, as empresas estavam mais adaptadas do que no ano passado e têm mostrado isso na média.