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Ibovespa descola de queda em NY, tentando defender os 132 mil pontos com menor tarifa ao Brasil

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O Ibovespa avança no fim da manhã desta quinta-feira, 3, após operar indefinido no início da sessão, em meio ao forte recuo dos índices de ações internacionais na esteira do anúncio do tarifaço na quarta-feira à tarde pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A queda dos juros futuros em sintonia com os rendimentos dos Treasuries e a desvalorização do dólar frente o real reforçam o clima positivo para o principal indicador da B3.

"No relativo, o Brasil sai menos prejudicado. O governo está assumindo uma postura pragmática, não querendo retaliar. Então, além de as tarifas impostas serem menores 10%, a postura que tem adotado abre espaço para negociar", avalia Eduardo Carlier, co diretor de gestão da Azimut Brasil Wealth Management. "Na largada, o combo - real apreciando, juros futuros caindo e Ibovespa subindo -, o Brasil está se saindo bem."

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A alta ocorre ainda apesar do declínio de até 7,00% nas cotações do petróleo, diante do temor de uma recessão nos EUA por conta das tarifas impostas pelo governo a vários países. Assim, as bolsas americanas caem até 4,75% (Nasdaq).

"O ciclo de rotação de ativos dos índices americanos tende a continuar, pois o valuation de lá está muito esticado. Isso faz com que investidores busquem melhores oportunidades nesse momento em que o Brasil foi menos taxado", pontua Felipe Moura, analista da Finacap.

Segundo Moura, a política tarifárias de Donald Trump nos EUA, tende a isolar o país, enfraquecer a economia, o que pode abrir oportunidades para países emergentes como o Brasil e instigar cortes dos juros por lá. "Poderia ajudar o ciclo monetário."

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Como o Brasil integra o grupo que terá a menor taxa a produtos importados dos EUA, pode se beneficiar em relação a outros países cuja taxa é mais elevada. Para algumas nações o porcentual passa de 40%. No caso do Brasil, a tarifa imposta será de 10%.

Ao anunciar o tarifaço, Rodrigo Ashikawa, economista da Principal Claritas, diz que a tendência é Trump seguir com uma política comercial agressiva, que pode abrir espaço, claro, para retaliações e também negociações. "Inicialmente, traz um cenário de preocupação por conta de levar a menor crescimento global e mais inflação", diz. "O Brasil até consegue ser menos impactado do que outras economias, dada a diversificação da pauta exportadora estar mais concentrada em commodities, efeito relativamente bom para a balança comercial, mas há impactos secundários."

A expectativa é de desaquecimento da economia americana e mais inflação, principalmente, o que refletiria mundialmente. "Mas o efeito indireto tende a ser importante no Brasil", adverte Carlos Lopes, economista do BV.

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Para Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil, ainda é cedo para precisar se a Bolsa brasileira continuará atraindo capital externo diante de um movimento de rotação de ativos dos EUA para cá, por exemplo. "Mais para frente até pode ser, mas agora teremos aversão ao risco e volatilidade. Temos de observar como os países líderes montarão suas estratégias", diz.

Às 11h20, o Ibovespa subia 0,39, aos 131.697,16 pontos, ante elevação de 1,04%, na máxima aos 132.552,11 pontos ante abertura aos 131.185,39 pontos, com variação zero. Petrobras perdia entre 3,44% (PN) e 3,77% (ON). Vale cedia 1,83%, com o minério tendo caído 0,32% em Dalian. Já ações de grandes bancos sobem até 2,59% (Bradesco ON) e mais sensíveis ao ciclo econômico, como Assai ON, com 4,67%.

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