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Ibovespa cai em meio a avanço dos juros futuros após Caged forte, apesar de alta em NY

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Após subir nos primeiros minutos desta quarta-feira, 26, o Ibovespa mudou de direção e perdeu a marca dos 126 mil pontos da máxima intradia. A virada reflete a aceleração dos juros futuros após a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ainda, os investidores avaliam balanços já informados enquanto esperam o da Petrobras após o fechamento da B3.

"O Ibovespa devolveu toda a alta registrada mais cedo diante da leitura negativa do Caged", diz Thiago Lourenço, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

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Conforme ele, os dados sugerem que a política monetária brasileira continuará apertada, na contramão da norte-americana. Nos EUA, espera-se algum corte dos juros este ano.

Conforme o Ministério do Trabalho, houve criação de 137.303 vagas de trabalho com carteira assinada em janeiro deste ano, após fechamento de 546.624 postos em dezembro de 2024 (dado revisado hoje. O saldo positivo um pouco mais de duas vezes acima da mediana de 50.500 postos das expectativas na pesquisa feita pelo Projeções Broadcast.

"Tende a gerar mais pressão no consumo, consequentemente é mais inflação e mais juros", avalia Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

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Além do Caged e em meio à percepção de Selic elevada por mais tempo do que a esperada, fica no radar ainda o relatório mensal dívida publica do Brasil, que sairá à tarde, alerta Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil.

Neste ambiente, Bandeira ressalta que a publicação da medida provisória, esperada para amanhã, que autoriza trabalhadores demitidos que optaram pela modalidade do saque-aniversário do FGTS a sacar o saldo bloqueado do fundo, preocupa.

"É o governo colocando mais R$ 12 bilhões na economia. O efeito de curto prazo para a população é bom, mas no longo prazo é ruim. É o povo mais endividado. Então esse lado populista do governo segura um pouco as expectativa futuras", avalia Bandeira.

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Neste ambiente, avalia Lourenço, da Manchester, a Selic ao final do ciclo de alta - que é estimada em 15% no boletim Focus - pode ir além. "Temos de olhar não só para o Brasil, mas também para o exterior, para os Estados Unidos que pode gerar alguma desinflação em meio à possibilidade de queda dos juros. Assim, ver como ficará esse equilíbrio."

Entre as influências positivas estão balanços de empresas, cujos resultados agradam, e a informação de que a Ucrânia aceitou um acordo de exploração conjunta de minerais raros com os Estados Unidos, que pode levar ao fim da guerra com a Rússia.

No Brasil, a sondagem da Genial/Quaest mostra novamente perda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - fator que foi citado em pregões anteriores como motivador de uma alta do índice. Na véspera, pesquisa CNT/MDA, da Confederação Nacional do Transporte, foi na mesma direção. A reprovação ao governo Lula atingiu a pior marca desde janeiro de 2023.

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Uma nova investida do governo americano no campo das tarifas - agora envolvendo o cobre - está no radar. A commodity sobe cerca de 2,00% nesta manhã nos EUA. Como a Vale também possui minas de cobre, embora seu carro-chefe seja o minério, a ação sobe assim como as demais do segmento metálico. Ainda fica no foco o apagão no Chile ontem, interrompendo as operações de mineração no maior produtor de cobre do mundo. Perto das 11h20, Vale subia 0,96% e Petrobrás avançava entre 0,37% (PN) e 0,17% (ON), apesar do viés de baixa do petróleo no exterior.

Entre os balanços informados estão, por exemplo, Klabin, Ambev, Weg, IRB Re, Telefônica.

Ontem, o Ibovespa fechou com alta de 0,46%, aos 125.979,50 pontos.

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Às 11h25 desta quarta-feira cedia 0,50%, na mínima aos 125.352,91 pontos, depois de ter avançado 0,46%, com máxima em 26.562,53 pontos. No exterior, os índices de ações avançam.

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