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Ibovespa cai 1,12%, abaixo de 126 mil pontos, e recua 1,70% no mês

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A expectativa para a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em dia de feriado no Brasil, amanhã, resultou em cautela para os negócios com ativos domésticos nesta última sessão de abril, com câmbio e juros futuros em alta, e Bolsa em baixa. Enquanto o dólar à vista subiu 1,51%, a R$ 5,1923 no fechamento, o Ibovespa caiu 1,12%, a 125.924,19 pontos, entre mínima de 125.855,79 e máxima de 127.351,62 nesta terça-feira, em que saiu de abertura a 127.351,57, quase idêntica ao ponto mais alto do dia. Na semana, o índice recua agora 0,48% e, no ano, cede 6,16%. O giro financeiro subiu um pouco na sessão, para R$ 23,7 bilhões.

Em abril, o Ibovespa acumulou perda de 1,70%, após recuo de 0,71% em março. Desde fevereiro e março de 2023, o índice não emendava duas perdas mensais. Nos quatro primeiros meses de 2024, conseguiu acumular ganho apenas em fevereiro, de 0,99%, vindo de mergulho de 4,79% em janeiro. Em dólar, o Ibovespa chega ao fim de abril a 24.252,10 pontos, com o dólar à vista em forte avanço no mês, de 3,53%. No fim de março, na moeda norte-americana, o Ibovespa estava em 25.542,54 pontos, vindo de 25.946,71 pontos e de 25.874,40 pontos, respectivamente, em fevereiro e janeiro.

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Dentre as ações de maior peso no índice, Vale e Petrobras conseguiram acumular ganhos em abril: no intervalo, Vale ON avançou 4,04%, enquanto Petrobras ON e PN subiram, respectivamente, 18,66% e 15,60%. Hoje, a ação da mineradora fechou em baixa de 0,95% e as da petroleira - no dia seguinte ao relatório de produção -, com perda de 0,63% e 0,31%, pela ordem. Entre os grandes bancos, apenas Santander, que trouxe resultados trimestrais hoje, conseguiu fechar abril no positivo, com avanço de 2,63% no mês e de 2,74% na sessão. No setor, destaque para a queda de 9,42% acumulada em abril por Itaú PN, uma das ações de maior peso no Ibovespa - e que hoje fechou em baixa de 1,88%, na mínima do dia, assim como BB (ON -0,47%).

Na ponta da carteira teórica nesta última sessão do mês, além de Santander, destaque para Cemig (+2,03%) e Eletrobras (PNB +0,82%, ON +0,61%), com os investidores optando por migrar recursos para alguns papéis mais "táticos" e "defensivos", como os de empresas do setor de utilities, diz Charo Alves, especialista da Valor Investimentos, destacando a cautela em véspera de deliberação e de novos sinais do Fed, eventualmente mais "duros". No lado oposto do Ibovespa, nomes associados ao ciclo doméstico ou sensíveis a juros, como Magazine Luiza (-6,21%), Casas Bahia (-6,16%) e Yduqs (-4,95%).

Na agenda interna nesta véspera de feriado do Dia do Trabalho, dados referentes à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, mostraram taxa de desemprego a 7,9% no primeiro trimestre de 2024, resultado abaixo da mediana das expectativas do mercado, observa Inácio Alves, analista da Melver.

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A leitura da Pnad Contínua, segundo ele, indica um aquecimento da economia, com possível impacto para a expectativa de inflação. O efeito imediato se refletiu hoje nas taxas de juros, acrescenta o analista, destacando a alta em todos os vértices da curva, o que contribuiu para a pressão sobre o Ibovespa na sessão.

A curva de juros nos Estados Unidos também avançou nesta véspera de deliberação e de comunicação do Fed sobre a taxa de referência americana. Os rendimentos dos Treasuries ganharam novo fôlego após a divulgação de aumento do custo do emprego no relatório ADP, o que contribuiu para reforçar a cautela do mercado global, pré-Fed, aponta Guilherme Jung, economista da Alta Vista Research.

"O catalisador foi o índice de custos do emprego nos Estados Unidos, que aumentou 1,2% no primeiro trimestre e 4,2% na base anual, superando estimativas. Adicionou cautela e contribuiu para reavaliação das chances de flexibilização monetária" na maior economia do mundo, acrescenta Jung, destacando que o relatório da ADP - tido como uma proxy, ainda que frouxamente correlacionada aos dados oficiais, do payroll - surge na semana seguinte a dados que mostraram "aquecimento das pressões sobre os preços no primeiro trimestre".

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