Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Ibovespa cai 0,88% aos 127 mil pontos com temor fiscal e expectativa de Selic maior

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ibovespa manteve a tendência observada na véspera e voltou a cair nesta sexta-feira, 22, furando a linha dos 127 mil pontos no pior momento do dia e praticamente zerando os ganhos semanais. Segundo analistas, preocupações em torno da política fiscal do governo fortaleceram o clima de aversão ao risco, somando-se à percepção de que o Banco Central vai diminuir a taxa Selic menos do que se esperava anteriormente.

No fechamento da sessão, o índice recuou 0,88%, para 127.027,10 pontos, depois de ter oscilado entre a mínima de 126.879,44 (-1,0%) e a máxima de 128.158,57 (estável), em sessão de giro fraco, de R$ 17,7 bilhões. O ganho semanal, que chegou a 1,88% na quarta-feira, ficou reduzido a 0,23%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O gatilho para a piora da percepção fiscal veio do primeiro Relatório Bimestral de Avaliação das Receitas e Despesas, divulgado pela manhã. Parte do mercado considerou que, embora mais realistas, as projeções de receitas do governo - que levam em conta medidas de efeito incerto, como o voto de qualidade do Carf - continuam otimistas. Também prevalece a avaliação de que, em algum momento, o Executivo vai mudar a meta fiscal do ano para acomodar mais gastos públicos.

O analista da Empiricus Research Matheus Spiess afirma que o temor fiscal deflagrado nesta sexta serviu para dar continuidade à realização da véspera, quando o Ibovespa já havia caído 0,75%, respondendo à percepção de menos cortes na taxa Selic. Uma piora das expectativas para as contas públicas, lembra o profissional, poderia ser mais um fator limitante da redução dos juros.

Essa perspectiva explica o desempenho dos setores que mais caíram na Bolsa brasileira nesta sexta, a exemplo dos papéis de grandes bancos, diz o analista. Nesta sexta, ações como as de Itaú Unibanco (PN -1,49%) e Bradesco (ON -1,88%, PN -1,27%) mergulharam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A tese que vinha se formando era de que os juros iriam cair, o crédito iria ficar mais abundante e os bancos iriam se capitalizar, por isso a perspectiva de juros mais alto acaba prejudicando essas ações", afirma o analista.

Outro destaque de queda no dia, o setor de mineração e siderurgia ficou mais atrelado à piora do cenário doméstico, depois de ter acumulado fortes ganhos na semana, segundo o analista. Vale ON, papel com maior peso no Ibovespa, caiu 1,15%.

Segundo o gestor de renda variável da Western Asset, Naio Ino, a percepção de juros mais altos, que pesou sobre a Bolsa na quinta-feira, parece ter afetado o mercado também nesta sexta. Com isso, o dia foi de prejuízo para as empresas cíclicas domésticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre as cinco maiores baixas do Ibovespa, empresas cíclicas estiveram entre os destaque, com Casas Bahia ON (-12,93%), Vamos ON (-4,15%) e CVC ON (-3,83%). Completam a lista Marfrig ON (-6,60%) e Dexco ON (-4,34%).

Na ponta positiva, o destaque foi Petrobras (PN +0,98%, ON +0,79%), que engatou um movimento de recuperação após ter acumulado perdas na semana, ainda refletindo a decisão da empresa de não pagar dividendos extraordinários.

Os maiores ganhos foram de Embraer ON (+7,93%), Cogna ON (+3,38%), Cemig PN (+2,40%), Sabesp ON (+1,98%) e Braskem PNA (+1,75%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV