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Ibovespa cai 0,25%, a 127.689 pontos, por temor com juros nos EUA

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Dados de inflação ao produtor mais fortes do que o esperado nos Estados Unidos, a queda dos preços do minério de ferro na China e os persistentes temores de interferência do governo em Petrobras e Vale levaram o Ibovespa a uma queda de 0,25% nesta quinta-feira, aos 127.689,97 pontos.

O índice de referência da B3 operou no negativo durante quase todo o pregão, entre a mínima, de 127.192,19 pontos (-0,64%), e a máxima, de 128.255,78 pontos (+0,20%). Dos 87 papéis da carteira teórica, 51 fecharam o dia no vermelho. O giro financeiro ficou em R$ 23,9 bilhões.

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As preocupações com o cenário inflacionário norte-americano - e, consequentemente, com o timing da redução de juros no país - deram o tom do dia. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu o dobro do esperado em fevereiro, diminuindo as expectativas de cortes nos Estados Unidos este ano.

Os juros subiram nos EUA e aqui - no caso do Brasil, respondendo também à forte surpresa com as vendas do varejo ampliado, que cresceram 2,4% em janeiro - bem acima do consenso do mercado, de 0,5%. Esse resultado sinaliza uma economia mais forte no início do ano, o que levanta preocupações para a inflação e a redução dos juros.

Outros elementos também contribuíram para a queda das duas empresas mais pesadas do Ibovespa, Vale e Petrobras, e ajudaram a selar o destino do índice. O papel ordinário da mineradora recuou 1,27%, puxado pela queda de 2,62% dos preços do minério de ferro em Dalian, na China, a US$ 111,01 por tonelada - a menor cotação no fechamento desde 21 de agosto.

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Temores de interferência política também pesaram sobre os papéis da empresa, enquanto investidores continuam repercutindo a carta de um ex-conselheiro da Vale que falou de uma "evidente e nefasta influência política" no processo sucessório. "Isso acabou fazendo preço e ainda gera desconfiança", afirma o analista CNPI da CM Capital Alex Carvalho.

Os papéis da Petrobras também caíram, entre 0,44% (PN) e 0,68% (ON), ignorando aumentos próximos de 2% nos preços do petróleo. Segundo o sócio da One Investimentos Bernard Faust, o imbróglio em torno dos dividendos extraordinários continua impedindo uma recuperação das ações.

Na outra ponta, o noticiário corporativo ajudou a segurar algumas empresas no campo positivo, a exemplo de Embraer ON (+10,21%) e Eletrobras ON (+1,41%), que ajudaram a limitar as perdas do Ibovespa.

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Em termos nominais, as maiores quedas do Ibovespa nesta quinta ficaram com Cemig PN (-4,15%), CSN ON (-3,75%), Hypera ON (-3,70%) e Gerdau PN (-3,02%). Na outra ponta, além de Embraer ON, aparecem São Martinho ON (+5,07%, na máxima), Carrefour ON (+3,29%) e Marfrig ON (+3,22%).

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