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Haddad vê ata do Copom 'muito adequada' e em linha com o esperado por ele

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 14, que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que justificou o corte de 0,25 ponto porcentual na Selic (de 10,75% para 10,50%), foi "muito adequada" e estava em linha com o que el

Fernanda Trisotto e Amanda Pupo (via Agência Estado)

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Escrito por Fernanda Trisotto e Amanda Pupo (via Agência Estado)
Publicado em 14.05.2024, 12:42:00 Editado em 14.05.2024, 13:49:23
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 14, que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que justificou o corte de 0,25 ponto porcentual na Selic (de 10,75% para 10,50%), foi "muito adequada" e estava em linha com o que ele esperava. "Entendia que eram duas posições técnicas, respeitáveis e a ata deixou claro que os argumentos de lado a lado eram pertinentes e defensáveis", disse Haddad, ao deixar a sede da Fazenda em direção ao Palácio do Planalto.

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Ele também avaliou que a ata dissipou um temor do mercado em relação à divisão dos votos para o corte de juros.

Os quatro diretores indicados pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, haviam optado por seguir a sinalização da reunião de março e cortar 0,50 p.p. da Selic. Já os demais integrantes do colegiado decidiram diminuir o ritmo de cortes por causa das mudanças de cenário. A ata explicitou que a divergência se deu pelo custo reputacional de seguir ou não o guidance, e que o colegiado está alinhado nas avaliações sobre o cenário macro e compromisso com atingimento da meta.

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"A ata fala por si mesma. É bem técnica e justifica os dois posicionamentos com clareza. Para todo mundo que leu, entendeu que as questões estão bem colocadas", reiterou Haddad.

Questionado sobre seu entendimento a respeito de como o Banco Central deve perseguir a meta de inflação - se no centro, de 3%, ou considerando as bandas de 1,5 p.p. para cima ou para baixo -, Haddad disse que "a banda existe para casos excepcionais".

O ministro ponderou que o governo assumiu, em 2023, com uma inflação muito elevada e disse que, em 2022, a desoneração dos combustíveis foi um artifício usado para reduzir a inflação artificialmente.

"A inflação do último ano de governo do Bolsonaro é mais para dois dígitos do que para um dígito, na minha opinião. O trabalho que foi feito no ano passado foi muito bom, porque apesar que nós termos reonerado os combustíveis, a inflação foi bem inferior ao do ano anterior. Isso teve dois efeitos: a queda da inflação e a reoneração, que diminuiu a inflação de 2022 artificialmente e aumentou a inflação de 2023 artificialmente, porque eram efeitos simétricos. A inflação deste ano está menor ainda do ano passado, então as coisas estão se conduzindo bem", avaliou Haddad.

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