Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Governo reembala plano Brasil Soberano para atender setores afetados por novas tarifas dos EUA

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reembalou o plano Brasil Soberano para ajudar empresas e setores afetados pelas novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A terceira fase do programa foi anunciada nesta quarta-feira, 22, em cerimônia no Palácio do Planalto, após dois dias de audiências com o setor privado nacional.

O plano contará com sobras de recursos não utilizados na primeira edição do Brasil Soberano e da renegociação de dívidas rurais. O Brasil Soberano 3 terá R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito. Essas linhas serão disponibilizadas para empresas afetadas pelas tarifas com base na Seção 232 dos Estados Unidos (aplicadas por motivos de segurança nacional e que afetam o setor de aço, por exemplo) e na Seção 301 (o último tarifaço, que citava uma série de questões, como desmatamento e a pirataria).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Também serão beneficiadas pelo Brasil Soberano 3 empresas impactadas por conflitos internacionais (em especial exportadoras para o Golfo Pérsico), setores estratégicos, empresas de fertilizantes e de minerais críticos.

No grupo das empresas afetadas pela seção 232 estão principalmente os setores de aço, alumínio, automóveis e móveis. No caso da seção 301, as mais afetadas são empresas de madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar.

Estão entre os setores estratégicos uma série de empresas importantes para o saldo da balança comercial brasileira: os setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de informática, de eletrônicos, de borracha, de plástico, de máquinas e equipamentos, de minerais críticos e de fertilizantes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobre o número de empresas que deverão ser contempladas pelo plano, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, informou que a estimativa é difícil de ser feita. Ele informou que a base exportadora aos EUA é composta por 2.400 empresas. "Uma parcela significativa está sujeita à Seção 301. Nós não trabalhamos com um número preciso, mas é um número aproximado de 1.000 empresas a 1.400 empresas capazes de se sujeitar, o que vai depender de outros fatores, como o grau de exposição", argumentou.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que considera todas as tarifas aplicadas pelos EUA "injustas e injustificadas", tanto as oriundas da investigação da Seção 301, sobre suposta concorrência desleal, quanto a que apontou falha do Brasil em proibir a importação de produtos produzidos com trabalho forçado.

"Aqui não se trata de fazer um programa que já está pronto e acabado. Nós estamos movendo os setores e fazendo sob medida essas respostas com até R$ 13,5 bilhões do Tesouro, mais um complemento de fonte própria do BNDES, mas avaliando a necessidade de maneira bastante pontual e proporcional", defendeu Durigan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do total, R$ 13,5 bilhões serão de recursos do Tesouro Nacional, e outros R$ 5 bilhões, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os valores serão liberados gradualmente, na medida em que houver definição, pelo comitê gestor, dos valores reservados a cada uma das linhas. A medida provisória com as diretrizes do programa foi assinada pelo presidente Lula nesta quarta-feira, 22. A regulamentação, segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, será feita no "curtíssimo prazo".

As taxas serão as seguintes para as linhas de:

- Giro Grande: 9,8%;

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Giro MPME (micro, pequenas e médias empresas): 8,3%;

- Giro Exportação: 8,3%;

- BK (bens de capital): 8%;

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Linha para minerais críticos: 3%;

- Investimento: 6,5%.

A tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros foi confirmada na semana passada pela gestão Donald Trump por sugestão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A investigação teve como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA retaliar práticas consideradas prejudiciais às empresas americanas. Foram investigados temas como desmatamento ilegal, pirataria e o sistema de pagamentos PIX.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, o Plano Brasil Soberano 3 está pronto para possíveis novas tarifas. É esperada para esta semana a confirmação de uma sobretaxa adicional de 12,5%, anunciada pelo governo americano, mas ainda não confirmada, a ser aplicada a países, entre eles o Brasil, sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado.

O titular do MDIC afirmou que o governo brasileiro seguirá trabalhando na diversificação dos mercados. "Esse é um caminho sem volta", ressaltou. "Podem impor tarifas, podem criar dificuldades, porque o Brasil é mais forte. Nossa economia é ainda mais resiliente, nós sabemos para onde queremos ir."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV