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Governo Lula envia orçamento de 2026 ao Congresso; veja os principais números

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) envia nesta sexta-feira, 29, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 ao Congresso Nacional. A proposta traz todos os gastos da União e a previsão de arrecadação com impostos e outras fontes de receita.

O governo enviou o projeto com uma previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas (a meta fiscal é de R$ 34,3 bilhões), ou seja, 0,25% do PIB. Mas, na prática, há uma margem de tolerância que permite déficit zero. O arcabouço fiscal tem uma margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.

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Além disso, algumas despesas estão fora dessa contabilidade, como parte do pagamento de precatórios (dívidas judiciais da União). Considerando todos os gastos e receitas, haverá um déficit real de R$ 23,3 bilhões no ano que vem, de acordo com as projeções do governo.

O salário mínimo será de R$ 1.631 em 2026, conforme os parâmetros do Orçamento. O valor representa um aumento de 7,44% em relação ao piso atual, de R$ 1.518. A quantia impacta no pagamento de aposentadorias e benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O programa Bolsa Família terá R$ 158,6 bilhões.

O PLOA do próximo ano prevê despesas de R$ 1,110 trilhão com benefícios previdenciários em 2026. Esses gastos têm crescido como reflexo da nova política de valorização do salário mínimo e da ação de zerar as filas de espera pelos benefícios - o que mostrou, também, subestimação do governo em relação a essa rubrica.

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O Pé-de-Meia, que voltará para o Orçamento, após o Tribunal de Contas da União (TCU) condenar os gastos paralelos do programa de incentivo à permanência escolar, tem uma previsão de R$ 12 bilhões em despesas.

O Auxílio Gás foi proposto com R$ 5,1 bilhões em gastos. O valor não contempla a ampliação do programa anunciada pelo governo Lula, de atender 17 milhões de famílias - que custaria mais de R$ 10 bilhões. A equipe econômica ainda não apresentou um fórmula para colocar o programa turbinado no Orçamento.

Os investimentos públicos vão totalizar R$ 83 bilhões em 2026, de acordo com a proposta. Só do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), são R$ 52,9 bilhões - um aumento de 6,4% em relação aos R$ 49,7 bilhões previstos para este ano.

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As emendas parlamentares somarão R$ 40,8 bilhões, mas o valor diz respeito apenas às emendas impositivas (obrigatórias), indicadas pelos deputados e senadores (individuais) e pelos grupos estaduais do Congresso (bancada).

O governo reservou R$ 1 bilhão para o fundo eleitoral, que bancará os candidatos na eleição de 2026, valor menor do que os R$ 5 bilhões destinados nas eleições de 2022 e 2024. Se o Congresso quiser aumentar a cifra, deverá cortar das emendas de bancada, como prevê a legislação.

O Congresso deverá incluir as emendas de comissão, herdeiras do orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão. Para isso, terá que cortar despesas do Poder Executivo para abrigar os recursos.

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O gasto com pessoal deve alcançar R$ 427,2 bilhões no próximo ano.

Pela proposta orçamentária, serão destinados R$ 245,5 bilhões para cumprimento do piso da Saúde, o equivalente a 15% da Receita Corrente Líquida (RCL), e R$ 133,7 bilhões para o piso da Educação, que corresponde a 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI). (COLABORARAM FLÁVIA SAID, GIORDANNA NEVES E CÍCERO COTRIM)

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