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Governo diz que sobretaxa dos EUA é 'injustificável' e não descarta OMC

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Em comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira, 12, pelo Ministério de Relações Exteriores (MRE) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o governo disse que "avaliará todas as possibilidades de ação no campo do comércio exterior" para enfrentar os "efeitos nocivos" da sobretaxa adotada pelo governo americano sobre as importações de aço e alumínio, em vigor desde ontem, bem como defender os "legítimos interesses nacionais", inclusive na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Essas análises serão feitas em reuniões já previstas para as próximas semanas, informou o governo, que lamentou a imposição tarifária, classificada como "injustificável e equivocada". Chamou atenção ainda para o impacto "significativo" que a medida terá sobre exportações de aço e alumínio para os EUA, que, em 2024, foram de US$ 3,2 bilhões.

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"Em defesa das empresas e dos trabalhadores brasileiros e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo brasileiro considera injustificável e equivocada a imposição de barreiras unilaterais que afetam o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos (...) Segundo os dados do governo estadunidense, os EUA mantêm um superávit comercial de longa data com o Brasil, que foi, em 2024, da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens", destacaram os ministérios, que comandam as conversas bilaterais com representantes dos Estados Unidos sobre o tema.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, também destacaram a opção de apostar num acordo com os EUA. A proposta é retomar o sistema de cotas de importação que vigorava até então.

Sem retaliação

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Questionado sobre a hipótese de retaliação, Haddad disse que isso foi descartado neste momento por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O presidente Lula falou: 'Muita calma nessa hora'. Nós já negociamos outras vezes em condições até muito mais desfavoráveis do que essa", disse, reforçando o argumento de que a tarifa de 25% sobre o aço importado será prejudicial também para a indústria dos EUA.

Já Alckmin disse que "a disposição, primeiro, é do diálogo". "Devemos nas próximas semanas e dias aprofundar esse trabalho com os EUA e lamentar profundamente, isso encarece produtos, dificulta o comércio." Sobre recorrer à OMC, respondeu que "essa é uma possibilidade". "Nós defendemos multilateralismo, complementação econômica, e a OMC existe para isso, estabelecer regras gerais que devem ser para todos."

O governo também lembrou que, no caso do aço, as indústrias do Brasil e dos EUA mantêm, há décadas, relação de complementaridade "mutuamente benéfica", já que o País é o terceiro maior importador de carvão siderúrgico dos EUA (US$ 1,2 bilhão) e o maior exportador de aço semiacabado para os americanos (US$ 2,2 bilhões, 60% do total das importações dos EUA). O insumo é essencial para a própria indústria siderúrgica americana, aponta a nota.

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"À luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras, o governo do Brasil buscará, em coordenação com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos", declararam o Mdic e o MRE.

Haddad falou com a imprensa após se reunir com representantes do setor siderúrgico, que levaram ao chefe da equipe econômica sugestões de medidas para proteger a indústria local, tanto do ponto de vista da exportação quanto da importação de aço que chega ao Brasil. O ministro classificou os argumentos da siderurgia brasileira como "muito consistentes" e rejeitou a acusação americana de que o País exporta aos EUA aço importado de outros países, numa espécie de revenda.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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