Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Galípolo: cenário internacional tem sido vetor principal na determinação dos preços de mercado

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta terça-feira que o cenário internacional tem sido o principal vetor para determinar os preços de mercado e que atualmente se está em uma nova fase que é a leitura do mercado sobre o governo de Donald Trump. A afirmação foi realizada em audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

Galípolo frisou que a leitura que ele faz é a de como o mercado entende o governo, e que essa interpretação do governo Trump se deu em três etapas. Na primeira, correspondente ao último trimestre de 2024, havia uma leitura de que a nova gestão do republicano seria mais pró-mercado, com redução de impostos e regulamentação sobre empresas. Já no primeiro trimestre de 2025, a interpretação de que o impacto das mudanças tarifárias poderia desacelerar a economia americana e, por consequência, a economia global, foi ganhando força.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O presidente do BC explicou que essa corrente estendeu o entendimento para a possibilidade de desaceleração das tarifas, num cenário de muita incerteza sobre o que vai ocorrer, em virtude das idas e vindas das decisões do governo americano e seus desdobramentos. "Você tem dúvidas sobre o que vai ocorrer e quais são os efeitos sobre aquilo que vai ocorrer. Esse cenário foi ganhando força ao longo desse primeiro trimestre, o que sinalizou já uma ideia de um dólar mais fraco e uma atividade econômica mais fraca nos Estados Unidos", disse.

No atual momento, Galípolo pondera que impera a interpretação que oscila entre a desaceleração em função da incerteza e um cenário de possível aversão ao risco, indicando uma escalada na disputa tarifária com consequências mais abruptas.

"Num cenário como esse, é comum que os investidores busquem se proteger com ativos mais líquidos e ativos que ofereçam menos risco. O que costuma já ser absolutamente desafiador para economias emergentes, quando isso acontece, não é positivo do ponto de vista da dinâmica econômica. Porém agora está num cenário ainda mais complexo, porque nós estamos falando de um cenário de aversão a risco, onde aquilo que é conhecido como o ativo de última instância, ou o ativo mais seguro da economia, está sendo um pouco questionado. Ou seja, historicamente, quando você tem um cenário de aversão de risco, o que você costuma fazer é correr para o dólar, ou correr para títulos soberanos norte-americanos", explicou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao iniciar sua fala, o presidente destacou que cabe à autoridade monetária explicar e dar transparência sobre o que faz. "Eu tenho sempre defendido que cabe à autoridade monetária explicar e dar cada vez mais transparência sobre o que faz e o porquê faz. Esse é um fórum absolutamente privilegiado para eu ter esse tipo de oportunidade. Agradeço demais ao presidente Renan Calheiros pela possibilidade de poder vir aqui explicar e também ouvir, não só falar, mas também ouvir, que é super importante para todos nós", disse.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline