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FMI reduz projeção de alta do PIB global de 3,3% para 2,8% em 2025 por tarifas

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) faz um alerta para o "momento crítico" que a economia global atravessa e que deve resultar em menor crescimento e mais inflação nos próximos anos como reflexo das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O organismo, com sede em Washington, nos EUA, não projeta, contudo, recessão em seu cenário base, atualizado no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira, 22.

O FMI espera que a economia mundial cresça 2,8% neste ano, projeção 0,5 ponto porcentual (pp) menor que a anterior, divulgada em janeiro.

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Para o próximo ano, a expectativa passou para uma alta de 3,0%, contra estimativa de avanço de 3,3%.

"Esperamos que o forte aumento em 2 de abril, tanto nas tarifas quanto na incerteza, leve a uma desaceleração significativa do crescimento global no curto prazo", diz o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, ao comentar as novas projeções.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, já havia antecipado que Fundo faria "cortes notáveis em suas projeções", em discurso na semana passada.

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"Os rebaixamentos são generalizados entre os países e refletem, em grande parte, os efeitos diretos das novas medidas comerciais e seus efeitos indiretos, por meio de repercussões nos vínculos comerciais, aumento da incerteza e deterioração do sentimento", explica o Fundo, no relatório.

EUA e China

Como parte de suas revisões, o FMI tirou 0,9 pp da projeção de alta do PIB dos EUA e vê expansão de só 1,8% neste ano. No próximo ano, as tarifas devem continuar pesando no desempenho da maior economia do mundo, que tende a desacelerar ainda mais, para uma alta de 1,7%, ante 2,1% de sua estimativa anterior, prevê o Fundo.

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"A revisão para baixo é resultado de maior incerteza política, tensões comerciais e uma perspectiva de demanda mais fraca, dado o crescimento do consumo mais lento do que o previsto", justifica o organismo.

Por sua vez, o PIB chinês deve crescer 4,0% em 2025, uma queda de 0,6 pp em relação à estimativa anterior do FMI. O organismo vê a economia chinesa expandindo-se também no ritmo de 4,0% em 2026, o que representa uma queda de 0,5 pp.

O Fundo avalia que o apoio fiscal adotado por alguns países como, por exemplo, China e zona do euro, pode compensar parte do impacto negativo das tarifas no crescimento econômico.

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Cenário alternativo

Em paralelo, o FMI publicou dois cenários alternativos às tarifas de Trump. Sem considerá-las, o crescimento global seria de 3,2% para 2025 e 2026, uma redução de 0,1 pp em cada ano ante as projeções de janeiro último.

Já em um segundo cenário, o Fundo projeta crescimento de 2,8% da economia mundial neste ano e de 2,9% no próximo exercício. A projeção é similar ao cenário de referência do FMI, mas isola as tarifas das consequências no mercado e da incerteza gerada.

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"As perdas na China e nos Estados Unidos se tornariam maiores em 2026 e além, enquanto os ganhos em outras regiões diminuiriam, levando a resultados globais mais fracos do que a previsão de referência", explica o FMI.

Para o Fundo, a incerteza em torno das políticas comerciais devem permanecer elevadas neste e no próximo ano.

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