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FMI reduz projeção de alta do PIB da América Latina em 2025 para 2,0%

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais cético com o crescimento da América Latina e do Caribe neste ano diante dos efeitos da guerra comercial desencadeada pelas tarifas recíprocas da Casa Branca. O organismo espera que a região cresça 2,0% em 2025, 0,5 ponto porcentual abaixo da estimativa divulgada em janeiro.

O corte foi motivado por revisões para baixo nas estimativas para o ritmo de crescimento do Brasil e do México, cuja economia deve encolher em 2025. Na contramão, a Argentina deve ter uma expansão mais forte na esteira de medidas adotadas no país.

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"As revisões devem-se, em grande parte, a um rebaixamento significativo do crescimento no México, em 1,7 pp para 2025 e 0,6 pp para 2026, refletindo uma atividade mais fraca bem como o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, a incerteza e as tensões geopolíticas associadas, e um aperto nas condições de financiamento", diz o FMI, no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado nesta terça-feira.

Assim como o Brasil, a região da América Latina e Caribe deve crescer bem abaixo do crescimento estimado para economias emergentes e em desenvolvimento, cuja expansão é estimada pelo FMI em 3,7% neste ano.

Por sua vez, as economias latinas estão projetadas a avançar em ritmo superior ao dos países desenvolvidos, cuja alta estimada é de 1,4% neste ano, segundo o Fundo.

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Para 2026, o organismo espera que a América Latina e o Caribe cresçam 2,4%. Essa projeção sofreu um corte de 0,3 pp em relação à estimativa anterior, publicada em janeiro.

Em termos dos preços, boas notícias para a América Latina. O FMI espera que a inflação da região se reduza para 7,2% neste ano, contra 16,6% em 2024. Para 2026, a expectativa do Fundo é de que o indicador se desacelere ainda mais, para 4,8%.

"Na América Latina e no Caribe, as revisões em alta para a Bolívia, Brasil e Venezuela foram compensadas por revisões em baixa para a Argentina e outros lugares, com queda de 0,3 pp na projeção para a inflação em 2025", justifica o Fundo, no relatório WEO.

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