Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

FMI prevê alta de 2,3% do PIB do Brasil em 2025 e inflação convergindo à meta somente em 2027

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Fundo Monetário Internacional (FMI) detalhou, em nota divulgada nesta quinta-feira, 17, que projeta crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025, desacelerando em relação à alta de 3,4% observada em 2024. Na avaliação do conselho, a moderação deverá refletir as condições monetárias e financeiras apertadas, redução do impulso fiscal do governo e o aumento da incerteza política global. A nota foi publicada ao fim da missão do FMI ao Brasil, realizada no mês passado, no âmbito da Consulta do Artigo IV de 2025.

A expectativa do Fundo é que o crescimento médio do País fique estabilizado em cerca de 2,5% nos próximos anos, com a normalização da política monetária e os efeitos de reformas recentemente aprovadas, como o novo Imposto de Valor Agregado (IVA) e o Plano de Transformação Ecológica (PTE).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Para o FMI, porém, o balanço de riscos para o crescimento brasileiro está inclinado para baixo, muito por conta da crescente incerteza na política global. "Os riscos de baixa decorrem externamente de uma desaceleração nas principais economias em meio a tensões comerciais globais crescentes e incerteza política; e internamente dos efeitos maiores do que o esperado do aperto da política monetária e da possibilidade de um esforço fiscal menor do que o previsto", dizem.

Em relação à inflação, o Fundo projeta um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,2% em 2025 e um processo gradual de convergência à meta de 3% que deverá ser concluído somente no fim de 2027.

No relatório, o FMI destaca que seus diretores elogiaram o compromisso do Banco Central com a estabilidade de preços e consideraram que a retomada do ciclo de altas na Selic no ano passado foi "apropriada e consistente" com a convergência da inflação à meta. "Os diretores também observaram que a contínua credibilidade dos quadros de política fiscal e monetária será importante para ancorar as expectativas de inflação", acrescentaram.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Reformas no IR

Diretores do FMI elogiaram o esforço recente de autoridades brasileiras de melhorar continuamente a posição fiscal do País. Segundo eles, isso abre caminho para a queda de juros e a retomada de investimentos prioritários.

"Os diretores elogiaram os esforços das autoridades e recomendaram novos passos para colocar a dívida pública em uma trajetória firmemente descendente, facilitar um caminho para taxas de juros mais baixas e abrir espaço para investimentos prioritários", descrevem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A avaliação é que mudanças recentes na mobilização de receitas, incluindo a "racionalização de gastos tributários ineficientes" e o enfrentamento da rigidez orçamentária apoiam esses esforços. Os diretores também pontuaram que a reforma tributária sobre o consumo aumentará a produtividade do País e recomendaram reformas no Imposto de Renda pessoal "para melhorar a progressividade do sistema tributário e a mobilização de receitas domésticas".

"Um quadro fiscal aprimorado com um forte âncora de médio prazo reforçaria a credibilidade e a sustentabilidade", avaliam.

Sistema financeiro

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os diretores do FMI saudaram ainda o fato de que o sistema financeiro brasileiro permanece "resiliente", com bancos altamente líquidos e "adequadamente capitalizados".

"Embora elogiem a implementação pelas autoridades de mudanças regulatórias destinadas a fortalecer ainda mais a resiliência do setor financeiro, os diretores incentivaram o monitoramento e a supervisão dos riscos de crédito ao consumidor, incluindo o programa de empréstimo consignado recentemente aprimorado", detalharam.

O FMI também ponderou que fornecer ao Banco Central brasileiro maior autonomia financeira e administrativa apoiaria "o progresso contínuo com inovações tecnológicas".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline