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Federação do Comércio de SP diz que aumento de 0,5 ponto da Selic foi uma decisão necessária

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A federação que representa os comerciantes varejistas do Estado de São Paulo, a FecomercioSP, disse em nota distribuída nesta quarta-feira, 7, que o aumento de 0,5 ponto porcentual da taxa básica de juro, a Selic, foi uma medida necessária. Com a alta promovida há pouco pelo Copom, a taxa nominal de juro da economia foi a 14,75%, a mais alta desde 2006.

"O aumento da taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 0,5 ponto porcentual anunciada nesta quarta-feira (7) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), é necessário. Trata-se, antes de tudo, de uma resposta do órgão à preocupante escalada da inflação mesmo em uma conjuntura de juros já elevados", diz a federação na nota.

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Ainda, diz a nota, "dados recentes, como a escalada de preços dos serviços, não davam outra opção ao comitê. Serviços intensivos em mão de obra registram uma média móvel anual de 6% de alta, enquanto os subjacentes estão em 4,5%. Particularmente sensíveis ao nível de atividade econômica e ao aumento da renda disponível pela população, esses dois segmentos refletem como a demanda continua aquecida no País".

Para a entidade, isso acontece porque o mercado de trabalho permanece bastante ativo, mesmo com o aumento ligeiro da taxa de desemprego na última medição do IBGE, para 7%, no trimestre encerrado em março.

"A consequência dessa conjuntura é a manutenção do consumo e da demanda por serviços, forçando o Copom a ajustar o descompasso consequente entre oferta e demanda. Ao fazer isso, o órgão ajuda a conter a inflação desse setor e, ainda, a evitar que o poder de compra da população seja afetado pela disparada dos preços. Mas não é só isso: o comitê ainda precisa lidar com o grave problema fiscal brasileiro. Na medida em que o governo não oferece sinais de que fará um ajuste mais austero das contas públicas, as dúvidas que pairam no mercado impedem que os juros caiam de forma mais acelerada e sólida".

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Por outro lado, segue a FecomercioSP, o cenário internacional vive de uma reacomodação com a guerra comercial iniciada por Donald Trump, nos Estados Unidos, ameaçando desacelerar o crescimento mundial de forma expressiva. Além dos movimentos imprevisíveis da Casa Branca, as incertezas sobre as reações da China têm gerado apreensão - e, no que diz respeito ao BC, contribuem para uma intensidade menor na subida dos juros.

"Por tudo isso, a decisão adotada nesta quarta é acertada, ao diminuir o ritmo das elevações da Selic - não mais em 1 p.p., como anteriormente -, mas mantendo o compasso de preocupação com a economia em geral. O Copom ainda atua corretamente ao oferecer credibilidade às suas ações", diz a nota.

Contato: francisco.assis@estadao.com

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