Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

FecomércioSP: Custo de vida na grande SP deve crescer até 2025 com tragédia no RS

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) deverá aumentar de forma contínua até o próximo ano como reflexo do desastre ambiental no Rio Grande do Sul. A avaliação do assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Guilherme Dietze, é a de que a cadeia produtiva será afetada pela escassez na região e o desequilíbrio entre oferta e demanda terá efeito direto sobre os preços.

"O ano que vem vai ser o grande problema. Como é que a gente vai ter essa safra importante de arroz, soja, milho, trigo ?", afirmou o assessor aoBroadcast(sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), lembrando que a região também é importante em carne e laticínios. Dietze explicou que suas análises estão considerando apenas hipóteses neste momento, mas que, caso o pior cenário se concretize, o impacto será grave.

publicidade
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O resultado da tragédia no indicador Custo de Vida por Classe Social (CVCS) da região paulista dependerá de como será feita a reconstrução e retomada na região afetada pelas enchentes. As enchentes atingiram quase 95% da atividade econômica do Estado, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). Os polos industriais estão entre os locais mais afetados pelas cheias.

Embora no primeiro trimestre deste ano o indicador da FecomercioSP tenha fechado com uma alta amena no grupo de alimentos (0,10%), o mês de abril, segundo Dietze, já apresentou uma inflação um pouco acima.

"Há uma certa preocupação de que os preços não estão acomodados como a gente gostaria, seguem pressionados, não somente pela questão de oferta, mas, também, pelo custo que está chegando ao empresário, com o aumento do óleo diesel. O que a gente vem percebendo é que essa pressão em alimentos e transportes deve continuar nos meses seguintes", afirmou. A expectativa é a de que a partir de junho, o grupo de alimentos sofra um aumento ainda mais forte principalmente em frutas e lácteos.

publicidade

Efeito cascata

O processo inflacionário que afeta alimentos e transportes pode também atingir a cadeia de logística como um todo na Região Metropolitana onde estão localizados os centros de distribuição relevantes.

Para Dietze, ainda é dúvida quais impactos a tragédia terá na indústria do aço. "De que forma isso vai afetar insumos para a indústria? A gente não tem essa dimensão ainda para saber se haverá efeito no custo, uma vez que não é apenas a produção, mas como será feito o escoamento dos insumos", afirmou.

publicidade

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline