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FecomercioSP apura crescimento de 1,9% no índice de estoques do comércio em março

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Em sua maior pontuação desde agosto do ano passado e em relação ao mesmo mês em 2025, o Índice de Estoques do comércio paulistano aumentou 1,9% em março, passando de 110,4 pontos em fevereiro para 112,5 pontos, apurou a FecomercioSP. No mesmo levantamento, a entidade registrou crescimento de 5,4% no indicador que apura a adequação dos estoques do comércio varejista da capital paulista. O índice obedece a uma escala de pontuação que varia de zero a 200.

A alta, de acordo com a FecomercioSP, foi motivada pela melhora no porcentual de empresas que declararam estar com estoques adequados, que passou de 55% em fevereiro para 56% em março, combinada com a queda da parcela de empresas com estoques inadequados.

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"O porcentual de empresas com estoques acima do adequado, ou seja, com excesso de mercadorias nas prateleiras ficou em 21,4%, caindo 0,5 pp em relação ao mês anterior e 5,9 pp em comparação a março do ano passado, e segue bem abaixo da média histórica, de 28,6%", afirmam os técnicos da FecomercioSP, que considera os dados como uma boa notícia em uma conjuntura de juros altos em que estoques elevados significam dinheiro parado prejudicando o fluxo de caixa das empresas.

Ainda, de acordo com os economistas da entidade, embora a percepção geral em relação aos estoques tenha melhorado em relação ao mesmo período do ano passado, a abertura do índice ainda mostra dificuldade das empresas na gestão de estoques, principalmente pela falta de mercadorias nas prateleiras.

O porcentual de empresas que declararam estar com os estoques abaixo do adequado recuou pelo segundo mês seguido, após ter atingido a máxima histórica em janeiro, para 22,2% em fevereiro. Mas permanece em nível historicamente elevado e pela terceira vez na série e de maneira consecutiva, o porcentual de empresas com falta de mercadorias nas prateleiras superou as que declararam estar com os estoques inadequados acima.

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"Desde o ano passado essa variável tem indicado dificuldade dos empresários em repor os estoques e considerando outros dados conjunturais disponíveis, como os indicadores de inadimplência, muito provavelmente essa alta está relacionada à dificuldade de capital de giro e crédito junto aos fornecedores", diz.

"Falta de mercadorias é extremamente prejudicial para os varejistas, já que ao não encontrar o que precisava, é muito provável que o cliente não retorne àquela loja", afirmam os técnicos da FecomercioSP.

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