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Febraban diz que trouxe a Haddad alternativas de fonte de receita e redução de despesa

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O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, disse que a entidade e os quatro maiores bancos privados do País apresentaram ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, possibilidades de fonte de receitas e de redução de despesas que serviriam como alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pela equipe econômica na semana passada.

"Nós estamos diante de uma situação que o País precisa ter as suas finanças públicas equilibradas, o setor bancário tem essa compreensão, mas achamos que esse equilíbrio das finanças públicas não deveria se dar por meio de aumento de impostos, sobretudo de imposto regulatório", disse Sidney, após uma reunião com Haddad na sede da pasta, em Brasília que contou com os presidentes dos quatro maiores bancos privados do Brasil: Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil e BTG Pactual.

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Ele argumentou que o IOF traz impactos severos para o custo de crédito, e reiterou a posição contrária do setor bancário às alterações no imposto.

Ao lado do secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, Sidney disse que a percepção, após o encontro, foi de que Haddad "está disposto a construir conosco".

"Nós gostaríamos muito que essa medida fosse revisitada. Agora, essa é uma decisão não só política, mas também técnica, e nós continuaremos a dar subsídios para que possamos revisitar esse aumento e tirar esse custo, que não é só do crédito: esse é um custo, inclusive, da produção, do investimento e do consumo", disse o presidente da Febraban.

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Operações de risco sacado

Isaac Sidney disse nesta quarta-feira que a entidade e os quatro maiores bancos do País levaram ao Ministério da Fazenda preocupações com as mudanças nas alíquotas de IOF incidentes sobre operações de crédito.

"O foco desta reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad foi o IOF sobre operações de crédito, sobretudo operações que não eram nem mesmo taxadas, como, por exemplo, a operação de risco sacado, que é muito importante para o varejo, para os fornecedores, e que ela está bastante encarecida depois desse aumento", disse Sidney.

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Após a reunião, e ao lado de Durigan, Sidney disse que o maior impacto do aumento de IOF parece incidir sobre micro, pequenas e médias empresas, nas contas da entidade. "O custo no crédito, de fato, tem um impacto bastante relevante", comentou.

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