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Exportações aos EUA caíram 20,3% em fevereiro, pelo 7º mês seguido; para China, alta é de 38,7%

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As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 20,3% em fevereiro de 2026, totalizando US$ 2,523 bilhões no mês passado, ante US$ 3,167 bilhões em fevereiro de 2025. As importações diminuíram 16,5% e chegaram a US$ 2,788 bilhões, frente a US$ 3,337 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Assim, a balança comercial com os EUA resultou num déficit de US$ 265 milhões.

Esta é a sétima queda consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano, após a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros, em meados de 2025.

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No fim do ano passado, alguns produtos brasileiros foram retirados das tarifas, mas o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) calcula que 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas às tarifas estabelecidas em julho, incluindo nesse grupo tanto os produtos que pagam apenas a alíquota extra de 40%, quanto os sujeitos a 40% mais a taxa-base de 10%.

China

As exportações de produtos brasileiros para a China cresceram 38,7% em fevereiro de 2026 (somando US$ 7,220 bilhões no mês, ante US$ 5,206 bilhões em fevereiro de 2025).

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Pelo lado das importações, houve diminuição de 31,3% nas compras vindas da China em fevereiro (totalizando US$ 5,494 bilhões, ante US$ 7,978 bilhões em igual mês do ano passado). Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 1,73 bilhão com o país asiático no segundo mês deste ano.

O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, explicou que o principal produto importado pelo Brasil em fevereiro foi uma plataforma de petróleo, um equipamento com valor alto, de US$ 2,5 bilhões.

"Embora a China tenha caído em valor nas importações, a Ásia não, por conta do fenômeno da importação da plataforma da Coreia do Sul", explicou Brandão.

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União Europeia e Argentina

As exportações de produtos brasileiros para a União Europeia subiram 34,7% em fevereiro deste ano e somaram US$ 4,232 bilhões, ante US$ 3,141 bilhões em fevereiro de 2025. As compras caíram 10,8% (somando US$ 3,301 bilhões, ante US$ 3,700 bilhões no mesmo mês do ano passado). A balança comercial com este bloco resultou num superávit de US$ 931 milhões.

No caso da Argentina, as exportações caíram 26,5% e somaram US$ 1,057 bilhão. As importações também diminuíram 19,2% e totalizaram US$ 850 milhões. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 207 milhões.

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Argentina e UE, ao lado da China e dos Estados Unidos, são os principais parceiros comerciais do Brasil.

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