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Europa: bolsas têm forte alta de olho em eleições dos EUA e lockdowns em 2º plano

Escrito por Da Redação
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Com os investidores compenetrados nas eleições dos Estados Unidos, as bolsas da Europa têm fôlego para mais um dia de fortes ganhos na manhã desta terça-feira, 3. A expectativa em torno da onda que prevalecerá, se azul ou vermelha, na escolha do 46º presidente americano faz com que os mercados deixem de lado, ao menos por ora, as preocupações com o impacto de novos lockdowns em países europeus para conter o ressurgimento de infecções de covid-19 no Velho Continente.

Às 6h50 (de Brasília), o Stoxx-600, que representa 90% das ações europeias, apresentava elevação de 1,64%, aos 353,56 pontos. Nas últimas eleições nos Estados Unidos, após a vitória do republicano Donald Trump, o índice engrenou em um movimento de subida ao longo dos seis meses subsequentes.

"Com as eleições nos Estados Unidos como o principal evento em 24 horas, os investidores europeus estão colocando suas preocupações com mais um lockdown de lado e recebendo dicas de Wall Street", afirma o chefe de pesquisa do London Capital Group (LCG), Jasper Lawler, em comentário a clientes.

Ontem, tanto Joe Biden quanto Trump declararam vitória nos comícios finais antes mesmo de as urnas revelarem o futuro presidente dos Estados Unidos. Na Europa, a preferência é pelo candidato democrata após uma gestão "espinhosa" da Casa Branca, destaca a norte-americana Pantheon. Apesar da expectativa elevada quanto ao resultado das eleições, investidores temem uma contestação por Trump, como o próprio tem ameaçado.

"Vai ser uma espera ainda mais longa se tudo isso acabar no tribunal, como ameaçado. O que provavelmente acontecerá, a menos que o comparecimento hoje seja tão esmagador para qualquer uma das partes que a outra não tenha escolha a não ser conceder", avalia o holandês Rabobank.

Enquanto a atenção com as eleições nos EUA dá fôlego para o movimento de recuperação das ações europeias, a preocupação com a segunda onda da covid-19 é posta de lado. As medidas de restrições só aumentam. A Itália vai endurecer ações para conter a circulação de pessoas a partir de quarta-feira (4) e Portugal quer declarar estado de emergência. Do outro lado do Canal da Mancha, o Parlamento começa a analisar hoje a proposta do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, de colocar a Inglaterra em quarentena até 2 de dezembro.

Dentre os destaques de alta na manhã de hoje, as ações do BNP Paribas, maior banco francês em ativos, subiam cerca de 5%. A forte alta ocorre na esteira da divulgação de resultados do terceiro trimestre, que superaram as expectativas do mercado a despeito das marcas da covid-19. O lucro líquido do banco francês foi de 1,89 bilhão de euros no terceiro trimestre, queda de apenas 2,3% ante um ano.

Também às 6h50 (de Brasília), o índice FTSE-100, de Londres, tinha elevação de 1,73%, o DAX, de Frankfurt, subia 2,01%, e o CAC-40, em Paris, apresentava valorização de 2,05%. Em Milão, o FTSE-MIB avançava 2,07%, o IBEX-35, em Madri, registrava ganhos de 1,52%, e o PSI-20, em Lisboa, de 1,05%.

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