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EUA podem estar entrando em período de maiores choques de oferta, diz presidente do Fed

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, afirmou que os Estados Unidos podem estar entrando em um período de choques de oferta mais frequentes e potencialmente mais persistentes, o que é um desafio para a economia e para os bancos centrais. Em discurso preparado para a conferência Thomas Laubach Research, nesta quinta-feira, 15, ele anunciou a revisão da estratégia de política monetária do BC dos EUA, que fará ajustes para levar em conta "mudanças significativas nas perspectivas de inflação e taxas de juros desde 2020".

"A 'estrutura' precisa ser atualizada periodicamente conforme a economia e nossa compreensão dela evoluem", disse Powell.

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Segundo ele, taxas reais mais elevadas podem refletir a possibilidade de a inflação ser mais volátil no futuro do que no período entre crises da década de 2010.

De acordo com o presidente do BC, a ideia de um aumento moderado da inflação após uma fase de fraqueza "tornou-se irrelevante diante dos níveis de inflação alcançados". Powell, no entanto, reiterou o compromisso do Fed com a meta de inflação a 2% e defendeu que as expectativas ancoradas são "essenciais para tudo o que fazemos". O presidente do Fed projetou que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) em abril provavelmente ficará em torno de 2,2%.

Para Powell, a "questão crucial" é como promover uma compreensão mais ampla da incerteza que a economia enfrenta em geral. "Uma comunicação eficaz exige que transmitamos a incerteza que envolve nossa compreensão da economia e das perspectivas. Examinaremos maneiras de melhorar nessa dimensão à medida que avançamos", ponderou, ao defender que "a linguagem estratégica em torno da escassez de emprego e da inflação média precisa ser reconsiderada".

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