Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

EUA olham ao problema errado e vão pagar preço alto por tarifas, avalia Marcos Troyjo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O especialista em relações internacionais Marcos Troyjo avaliou nesta terça-feira, 8, que as tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vão custar caro ao país e partem de um diagnóstico errado sobre as causas da perda de competitividade da maior economia do mundo.

"Por exemplo, hoje, 60% da população americana não consegue ter um alfabetismo funcional. Hoje, o México forma mais engenheiros por ano do que os Estados Unidos. Então, você tem outros pontos. Eles estão olhando para o lugar errado, e acho que vão pagar um preço alto por isso", comentou Troyjo durante participação em fórum de investimento do Bradesco BBI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Conforme o diplomata, que já foi secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do ministério da Economia, além de presidente do banco dos Brics, a guerra comercial aberta por Trump em seu primeiro mandato não funcionou, pois o prolongado período de globalização fez com que as economias se tornassem mais interdependentes.

Troyjo observou que todos os milagres econômicos desde a Segunda Guerra Mundial estiveram associados a comércio exterior vibrante, o que não enfraqueceu os Estados Unidos, cujo desemprego ficou abaixo de 5% em metade dos últimos 25 anos.

Cientista político e professor de relações internacionais da FGV, Oliver Stunkel, que dividiu o painel com Troyjo, afirmou que o governo de Trump rejeita um consenso que havia entre republicanos e democratas de que a globalização seria a melhor estratégia para enfrentar a ascensão chinesa. Isso porque o risco representado pelo gigante asiático diminuiria pela interpendência econômica entre os países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A melhor estratégia seria uma aproximação econômica com a China, em vez de conter a ascensão de potências que lá na frente poderiam desafiar os Estados Unidos. Vale lembrar que os Estados Unidos evitaram a ascensão de quatro grandes potências durante o século XX: o Império Alemão, o Japão Imperial, a Alemanha Nazista e a União Soviética. A resposta americana sempre foi de contenção e, se fosse necessário, a destruição. Mas a resposta no final da Guerra Fria foi o contrário, foi de trazer para perto essas potências", observou.

Conforme Stunkel, o segundo pilar rompido por Trump foi na concepção de que a presença militar americana asseguraria uma certa estabilidade global, evitando, por exemplo, guerras na Europa. Por fim, o terceiro pilar demolido pelo atual presidente dos Estados Unidos está na preferência mostrada por governos anteriores na relação com potências democráticas. Trump, pontuou o professor, demonstra ligeira preferência em negociar com lideres autoritários da China, da Turquia e da Rússia.

Para o especialista, após não conseguir implementar a sua agenda no primeiro mandato, em razão da resistência de assessores mais ortodoxos, Trump voltou ao poder com uma equipe diferente para colocar em ação o que sempre quis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline