Escolha de Milei como 'economista do ano' divide entidades brasileiras
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Pelo menos duas entidades que representam os economistas no País vieram a público protestar contra o prêmio de "Economista do Ano" concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil ao presidente da Argentina, Javier Milei. O Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo (Corecon-SP) e a Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (Abed) repudiaram o reconhecimento por meio de cartas públicas.
Segundo o Corecon-SP, a entidade que premiou o presidente argentino não representa a categoria no País.
"A Ordem é uma organização da sociedade civil com pouquíssimos associados com suas contribuições em dia e representa somente esse restrito público", escreveu Odilon Guedes, presidente do Corecon-SP em carta.
Já a Abed repudiou veementemente o prêmio. "É fundamental destacar que a Ordem dos Economistas do Brasil não fala em nome dos economistas brasileiros, muito menos daqueles que defendem a preservação da democracia e a promoção do desenvolvimento com justiça social", escrevem, em manifesto. "A atual direção daquela entidade demonstra claro oportunismo ao se apresentar como porta-voz dos economistas brasileiros, tentando legitimar políticas que aprofundam desigualdades e fragilizam a soberania nacional."
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