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    Entenda como funciona o PIX, novo sistema de pagamentos

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    Escrito por Da Redação
    Publicado em 22.10.2020, 14:43:44 Editado em 22.10.2020, 14:43:43
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    Em novembro entra em operação um novo sistema de pagamento e transferências criado pelo Banco Central do Brasil (Bacen), o PIX. A expectativa é que o serviço seja o grande substituto de DOCs e TEDs, por ser gratuito, instantâneo e estar disponível a qualquer hora. 

    De acordo com o economista Paulo Cruz, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) campus Apucarana, o PIX foi anunciado pelo BACEN, em fevereiro como novo meio de pagamento e de recebimento para pessoas jurídicas (empresas) e também pessoas físicas.

    “A partir de 16 de novembro, as instituições financeiras, bancos, cooperativas e operadores com mais de 500 clientes estarão integrados ao sistema Nubank do Bacen para operações de recebimentos e pagamentos online em tempo real”, explica.

    O sistema funcionará de forma integrada, gerenciada pelo Banco Central para recebimentos e pagamentos. A previsão é que a maioria das transações seja aprovada e finalizada em até 10 segundos. “Para as empresas, facilitará em recebimento de seus clientes e em pagamentos de suas obrigações vias boletos diversos, além de salários de seus funcionários que também poderão ser pagos via transferências PIX”, avalia o economista.

    Cruz também destaca o ganho de tempo para os usuários, sem filas, com eficiência em pagamentos e recebimentos, à medida que o sistema vai sendo calibrado.

    Comércio vê vantagens

    A gerente de loja Helen Rocha de Freitas, 33 anos, de Apucarana trabalha desde os 13 anos no ramo de vendas e lembra da época em que o uso da tecnologia no comércio parecia um pouco distante. “Antes as vendas eram apenas no dinheiro, crediário ou no cheque. Depois começaram os pagamentos no cartão”, comenta.

    De acordo com ela, 90% das vendas da loja em que trabalha são feitas no cartão. “Isso facilita o parcelamento, além de dar mais segurança ao cliente que hoje prefere evitar carregar dinheiro”, comenta.

    Helen aposta na agilidade do sistema PIX para facilitar as transações bancárias. “Muitas vezes o cliente faz uma transferência bancária e precisamos esperar o dinheiro cair para poder lançar a venda. Quando são bancos diferentes demora até três dias para o dinheiro cair na conta. Então acho que o PIX vai facilitar muito”, acredita.

    A empresária apucaranense Claudia Gouveia, presidente da Associação dos Lojistas do Shopping Centronorte, considera o PIX um sistema inovador. “Será bom para todo mundo, porque nem sempre temos tempo para enfrentar filas no banco. Ainda mais agora durante a pandemia. Conseguir fazer pagamentos e transferências e sem pagar taxa será maravilhoso”, considera.

    A empresária afirma que vai aderir ao PIX. “Eu já faço tudo por aplicativos, pago contas da loja e de casa, pois ganho mais tempo”, assinala.

    SEGURANÇA

    A alta procura pelo PIX chamou a atenção de golpistas que já começaram a usar técnicas antigas de roubo de dados para enganar clientes durante o cadastramento na plataforma. A empresa de segurança digital Kaspersky divulgou em seu site oficial que encontrou mais de 60 sites falsos, que usam as técnicas de "phishing" para o roubo de informações. O termo phishing faz alusão à pescaria, pois golpistas usam o PIX como 'isca' para que a vítima entregue seus dados, com promoções falsas, instalação de softwares e indução da entrega de informações em cadastro falso.

    A recomendação do Banco Central é que o usuário sempre realize o cadastramento de chaves – e, no futuro, quaisquer operações com o PIX – por meio das plataformas dos bancos ou financeiras. As instituições financeiras, por sua vez, alertam que nunca pedem senhas ou código de validação de transações (tokens) fora de seus canais digitais.

    SAIBA COMO USAR

    A operação do sistema se dá pelo cadastramento do Pix na conta bancária, integrada ao Departamento de Operações Bancarias (Deban) reconhecidos por meio de dados como RG, CPF, número de celular, e-mail, ou CNPJ, ou uma senha escolhida.

    Estes dados funcionarão como chaves de permissão de operação do sistema. Pessoas físicas poderão registrar até 5 chaves e jurídicas, até 20 chaves.

    Todo sistema é digitalizado. Após a escolha da chave, já é possível operacionalizar, por meio da instituição financeira a qual fez a escolha e já mantem vínculo. Mas, o sistema pode recusar enviar se não houver crédito na conta.

    “O valor máximo cobrado, pode ser de R$ 15 por operação, mas algumas instituições estão prometendo completa isenção. Porque em breve o cliente também poderá fazer portabilidade de suas operações de uma instituição financeira para outra. Essas medidas servem para iniciar uma competição no setor”, diz o economista Paulo Cruz.

    O BC confirmou que as instituições financeiras poderão reter transferências e pagamentos feitos por meio do PIX em caso de suspeita de fraude.  

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