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Em ata, BCE sinaliza possível alta de juros para manter estabilidade de preços

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Os dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) avaliaram que manter a estabilidade de preços pode exigir uma política monetária mais restritiva para evitar que as expectativas de inflação se desvinculem, mesmo que isso agrave o impacto negativo do choque sobre a economia, segundo a ata referente à reunião de 29 e 30 de abril. O documento menciona que, até a reunião de junho, estarão disponíveis mais informações sobre o impacto do choque energético decorrente da guerra no Oriente Médio.

A ata aponta que, na decisão de abril, foi ressaltado que os mercados financeiros aumentaram significativamente as expectativas de aperto monetário desde o início do conflito e que vários dirigentes não teriam se oposto a uma alta de juros.

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O documento destaca que os riscos de alta para a inflação e os de baixa para o crescimento da zona do euro se intensificaram com a continuidade da guerra e alerta que a fragilidade econômica pode persistir "muito além" do fim do conflito. Segundo o BCE, mesmo com um desfecho definitivo da situação geopolítica, os preços de energia não cairiam imediatamente, o que torna "cada vez menos provável ignorar o choque de preços sem uma ação de política monetária".

"Além do impacto altista do choque energético sobre a inflação, a economia já vinha apresentando sinais de fragilidade, freada pela persistente incerteza, com a queda nos indicadores de confiança e sentimento ressaltando os significativos riscos de baixa para o crescimento econômico", enfatizou.

Ainda segundo o BCE, os mercados seguem precificando um impacto inflacionário notável e sustentado da guerra e que o choque nos preços de energia provocado pelo conflito "é grande e persistente".

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