Mais lidas

    Economia

    Economia

    Elevar gastos sem contrapartidas fiscais desancora expectativas, diz secretário

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 17.03.2021, 14:10:00 Editado em 17.03.2021, 14:17:33
    Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

    O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, voltou a defender o processo de consolidação fiscal como maneira necessária para preservar as expectativas de inflação e facilitar a retomada do crescimento econômico no Brasil. Em transmissão ao vivo na internet, comentando os números do Boletim MacroFiscal, publicado nesta quarta, Sachsida classificou a PEC Emergencial, que estabelece contrapartidas fiscais à nova rodada do auxílio emergencial, como "um grande acerto da política econômica" e advertiu que o aumento de gastos públicos sem contrapartidas fiscais pode desancorar a economia.

    Para ele, a nova PEC "providencia um arcabouço de credibilidade fiscal que permite pagar o auxílio emergencial ancorando as expectativas de inflação".

    O secretário também defendeu outras medidas tomadas pelo governo no ano passado, como o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), que ajudou a frear uma potencial onda de demissões no setor formal em decorrência da pandemia. Sachsida afirmou que a medida possibilitou a preservação de empregos mais produtivos, "o que limitou a queda da produtividade".

    A vacinação em massa contra a covid-19 também foi apontada pelo secretário como importante para a retomada econômica e, por consequência, do mercado de trabalho, que segundo ele "se ajustará rapidamente com a vacinação".

    Outros fatores que devem colaborar para a retomada econômica são a expansão do crédito, o que fez Sachsida agradecer ao Banco Central (BC) em sua apresentação, a elevação da taxa de poupança, que para Sachsida deve estimular o consumo tão logo as incertezas da pandemia diminuam, e também a demanda internacional por commodities das quais o Brasil é exportador.

    Para o integrante do Ministério da Economia, é visível um avanço da "agenda pró-mercado" no Congresso Nacional, e prova disso seria justamente a aprovação da PEC Emergencial.

    Recentemente, o Congresso também aprovou o projeto que confere autonomia ao Banco Central. "Defendemos vacinação em massa, consolidação fiscal e reformas pró-mercado", resumiu o secretário.

    Gostou desta matéria? Compartilhe!

    Mais matérias de Economia

    Deixe seu comentário sobre: "Elevar gastos sem contrapartidas fiscais desancora expectativas, diz secretário"

    O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.