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Durigan: se IOF for alterado, traz ajuste na execução do Orçamento

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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira, 28, que quaisquer alterações no aumento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pela pasta podem diminuir a arrecadação esperada com a medida. Se isso acontecer, será necessário ajustar a execução orçamentária, ele afirmou. "Se essa medida do IOF for alterada, como foi alterada na quinta-feira, ela traz um ajuste em termos de como você executa o orçamento e isso pode trazer, automaticamente - não é por uma decisão nova do governo, da Junta de Execução Orçamentária - impactos para o contingenciamento e para o bloqueio", afirmou.

Durigan respondia a uma pergunta de jornalistas sobre se uma reversão das mudanças no IOF poderia levar a um contingenciamento maior para as emendas parlamentares.

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Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o recuo sobre o IOF incidente em aplicações de fundos de investimento no exterior já pode levar a um congelamento extra de R$ 500 milhões em emendas.

Falando com jornalistas após uma reunião entre a Fazenda, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e os maiores bancos privados do País, o secretário-executivo disse que a pasta vai fazer uma avaliação "célere e criteriosa" sobre alternativas colocadas à mesa para a mudança no IOF. Ele também disse que a orientação do Palácio do Planalto e da própria Fazenda é conversar com o Congresso sobre o tema.

Ao todo, o governo esperava arrecadar R$ 20,5 bilhões este ano com as mudanças no IOF. A mudança na cobrança que seria instituída sobre fundos deve retirar R$ 2 bilhões dessa conta, adiantou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última sexta-feira.

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