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Dólar tem leve alta com ajustes em dia de liquidez fraca e agenda esvaziada

Após três pregões seguidos de forte queda, em que acumulou desvalorização de 3,57%, o dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira, 8, com leves ganhos, mas ainda abaixo do nível psicológico de R$ 5,50. Segundo operadores, houve um movimento de aju

Antonio Perez (via Agência Estado)

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Escrito por Antonio Perez (via Agência Estado)
Publicado em 08.07.2024, 18:03:00 Editado em 08.07.2024, 18:08:38
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Após três pregões seguidos de forte queda, em que acumulou desvalorização de 3,57%, o dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira, 8, com leves ganhos, mas ainda abaixo do nível psicológico de R$ 5,50. Segundo operadores, houve um movimento de ajuste técnico e correção no mercado local, em dia de baixa de commodities e sinal predominante de alta da moeda americana no exterior.

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A leve piora das expectativas de inflação no Boletim Focus e a redução da liquidez na véspera do feriado estadual de 9 de julho em São Paulo, que deve deprimir o volume de negócios amanhã, também contribuíram para posicionamento mais defensivo dos investidores em dia de agenda esvaziada aqui e lá fora.

No início da tarde, o dólar até operou em ligeira baixa, na esteira do anúncio de reajuste de preços da gasolina pela Petrobras, o primeiro do ano e da gestão da presidente Magda Chambriard. Houve aumento de R$ 0,20 do preço da gasolina para distribuidoras, a partir de amanhã.

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Embora não resolva o problema da defasagem dos preços de combustíveis, o reajuste é positivo ao mostrar que a empresa tem certa autonomia para gerenciar sua política de preços, a despeito de eventuais pressões políticas vindas do governo. Economistas consultados pelo Broadcast estimam que o aumento da gasolina e do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) devem acionar entre 0,16 e 0,21 ponto porcentual às próximas leituras do IPCA.

Com mínima a R$ 5,4570 e máxima a R$ 5,4951, o dólar à vista encerrou a sessão cotado a R$ 5,4766, em alta de 0,26%. No mês, ainda acumula baixa 2,00%.

O economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, afirma que parte da alta do dólar hoje é reflexo da liquidez mais apertada, uma vez que amanhã, apesar de o mercado de câmbio funcionar normalmente, muitos bancos não estarão presentes.

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"Está faltando liquidez. Além disso, o desempenho de alguns pares do real não está tão benigno hoje, apesar de o peso mexicano e o colombiano se valorizarem", diz Borsoi, que não viu impacto sobre o câmbio na piora das estimativas para o IPCA deste ano (de 4% para 4,02%) e de 2025 (de 3,87% para 3,88%). "O Focus veio com uma leitura de alta bem marginal da inflação, tanto que os DIs estão mais ou menos estáveis".

Apesar do tropeço do real hoje, Borsoi vê espaço para uma queda adicional do dólar no mercado local, com a taxa de câmbio passando a oscilar entre R$ 5,30 e R$ 5,40. Após o pico de estresse no início da semana passada, quando o dólar chegou a tocar R$ 5,70, houve uma importante redução da percepção de risco com a ausência de novas críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Banco Central e o anúncio de que foram mapeadas pelo governo cerca de R$ 26 bilhões em despesas que podem ser cortadas em 2025.

"Isso levou a uma descompressão de risco bastante grande nos ativos locais. Hoje tivemos anúncio de reajuste de combustíveis pela Petrobras. A política econômica local parece estar dando sinais de volta às boas práticas", diz Borsoi.

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Lá fora, o índice DXY - termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes - operou em leve alta, voltando a superar a linha dos 105,000 pontos, com recuo do euro. Apesar de afastado o risco de um governo de extrema-direita na França, após desempenho abaixo do esperado do partido de Marine Le Pen nas eleições legislativas, o ambiente ainda é de incerteza sobre o futuro político, dada a fragmentação de forças e o avanço da esquerda.

Nos EUA, investidores aguardam pronunciamentos do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso americano amanhã, 9, e na quarta-feira, 10. Na quinta, 11, sai o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA em junho. Por ora, as chances de corte de juros em setembro permanecem acima de 70%, segundo monitoramento do CME Group.

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