Economia

Dólar segue forte com aversão a risco no exterior

Da Redação ·

O dólar segue em alta nesta quinta-feira, 12, acompanhando a valorização persistente da moeda americana no exterior ante pares principais e divisas emergentes e ligadas a commodities em meio queda firme do petróleo e aversão a risco nos mercados internacionais.

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O PPI dos EUA em abril subiu 0,5% ante março, como previsto, e o seu núcleo avançou 0,6%, conforme esperado também. Já os pedidos semanais de auxílio-desemprego no país subiram 1 mil, a 203 mil, acima da previsão (194 mil). Os dados não devem mudar as expectativas de que o Federal Reserve mantenha o discurso "hawkish" contra a inflação e que promova elevações seguidas da taxa básica em 50 pontos-base por reunião.

Os dados positivos do setor de Serviços em março são precificados também, depois de o IPCA do mês passado induzir revisões para cima para a inflação em 2022 e 2023 no País e apoiar apostas em novos aumentos da Selic. Mas as quedas dos juros dos Treasuries servem de contraponto.

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O volume de serviços prestados no País subiu 1,7% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou mais cedo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o resultado do indicador foi revisto de -0,2% para +0,4%.

A taxa acumulada no ano - que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior - foi de aumento de 9,4%. Em 12 meses, os serviços acumulam alta de 13,6%. A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 1,2% em março ante fevereiro. Na comparação com março de 2021, houve avanço de 17,9% na receita nominal.

No exterior, o petróleo se mantém em queda firme desde cedo, após subir ao redor de 5% na quarta-feira, à medida que operadores digerem o relatório de maio da Opep, que cortou a previsão para a oferta e demanda do óleo e crescimento do PIB globais em 2022.

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Mais cedo, a Agência Internacional de Energia (AIE) também divulgou seu relatório mensal. A agência estima que a oferta perdida de petróleo russo foi de 900 mil barris por dia (bpd) em abril e poderá atingir 3 milhões de bpd a partir de julho. No ano, isso reduziria a produção da Rússia a 9,6 milhões de bpd, marcando seu menor patamar desde 2004.

O índice DXY do dólar ante seis moedas principais avança, bem como o dólar se valoriza frente as divisas emergentes e ligadas a commodities.

O depoimento da secretária do Tesouro, Janet Yellen, no comitê de estabilidade financeira da Câmara (11h) e um discurso da presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly (17h) serão monitorados também pelos investidores.

Às 9h43 desta quinta-feira, o dólar à vista subia 0,63%, a R$ 5,1781. O dólar futuro para junho avançava 0,65%, a R$ 5,2065.