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Dólar recua e petróleo tem alívio após EUA suspenderem sanções ao Irã

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O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 18, pressionado pela desvalorização global da moeda americana e pela queda pontual do petróleo, após a agência iraniana Tasnim afirmar que os EUA aceitaram, em um novo texto enviado à equipe de negociação iraniana, suspender as sanções petrolíferas contra o Irã durante o período de conversas bilaterais pelo fim da guerra.

Por volta das 9h30, o barril de petróleo WTI caía a US$ 100,24 e o do Brent a US$ 108,70, após ter superado US$ 112 durante a madrugada.

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Os EUA aceitaram suspender, em uma nova proposta, as sanções petrolíferas contra o Irã, segundo uma fonte próxima à equipe de negociações ouvida pela Tasnim, em mensagem enviada via Telegram. "Os americanos, diferentemente dos textos anteriores, aceitaram no novo texto suspender ("waive") as sanções petrolíferas contra o Irã durante o período de negociações", diz a mensagem.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que seguem as negociações mediadas pelo Paquistão para encerrar a guerra com os Estados Unidos. Segundo ele, Washington apresentou propostas e Teerã respondeu com seus "pontos de vista".

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto, caiu 0,67% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, desempenho pior do que a mediana do mercado, que projetava recuo de 0,30%. Apesar da queda mensal, o indicador avançou 3,07% em relação a março de 2025, sem ajuste sazonal. No acumulado do primeiro trimestre, o IBC-Br registrou alta de 1,29% frente ao quarto trimestre de 2025, com ajuste sazonal, e crescimento de 1,41% na comparação com o mesmo período do ano passado, sem ajuste.

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A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 4,91% para 4,92%, na décima alta seguida, afastando-se ainda mais do teto da meta do Banco Central (4,50%). Entre as projeções mais recentes, passou de 4,95% para 5,04%, refletindo incertezas com a guerra no Oriente Médio e a alta do petróleo. Para 2027, a estimativa ficou estável em 4,0%; para 2028, avançou de 3,64% para 3,65%, mantendo preocupação do Copom com a desancoragem das expectativas inflacionárias.

O IGP-10 subiu 0,89% em maio, desacelerando ante alta de 2,94% em abril e ficando abaixo da mediana do mercado, de 1,11%. Segundo a Fundação Getulio Vargas, a inflação anterior refletiu impactos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O índice acumula alta de 3,48% no ano e 1,46% em 12 meses.

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