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Dólar está instável e retoma alta puxado pelo exterior e de olho em Haddad

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O dólar está instável nesta quarta-feira, 15, e retoma alta moderada, puxado pela tendência no exterior, após breve queda no mercado à vista. Os investidores monitoram a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento do BTG Pactual (9 horas) em meio a expectativas pela reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), na quinta. Além disso, ficam no radar indicadores dos Estados Unidos e o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) mais forte que o esperado.

Haddad afirmou na terça que uma eventual mudança das metas de inflação não estará na pauta da reunião de quinta-feira do CMN, como antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Não está na pauta do CMN. Existe uma coisa chamada Comoc Comissão Técnica da Moeda e do Crédito que define a pauta do CMN.", disse Haddad.

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O debate sobre mudança das metas de inflação foi iniciado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo fontes, Lula já avisou à equipe econômica que quer um aumento de um ponto porcentual na meta de inflação de 2023, atualmente em 3,25%. Lula avalia que com uma meta maior seria possível reduzir os juros para um patamar próximo de 12% no fim no ano, dos atuais 13,75%.

O Broadcast Político apurou que o salário mínimo nacional vai subir de R$ 1.302 para R$ 1.320 a partir de 1º de maio, Dia do Trabalhador. Foi esse o acordo fechado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Luiz Marinho (Trabalho). Como mostrou a reportagem, o novo salário mínimo será anunciado nos próximos dias junto a um pacote econômico que contará com o programa de renegociação de dívidas Desenrola e a revisão da tabela do imposto de renda. Ficará isento do Leão quem ganha até dois salários mínimos.

Mais cedo, na agenda, o IGP-10 indicou alta de 0,02% em fevereiro, após a alta de 0,05% em janeiro, acima da mediana de -0,14%, mas dentro das estimativas dos analistas do Projeções Broadcast, que iam -0,30% a +0,28%.

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Lá fora, os investidores buscam proteção na moeda americana, que avança ante pares rivais e divisas emergentes ligadas a commodities, após a desaceleração do CPI dos EUA em janeiro menor que a esperada e de comentários de dirigentes do Federal Reserve, reforçando a mensagem de que a instituição pretende seguir firme no processo de aperto monetário. O mercado praticamente descartou ontem corte dos Fed funds este ano. Após o retorno da T-Note subir ontem ao maior nível do ano nessa terça-feira, o mercado realiza e os juros dos títulos americanos recuam nesta manhã.

Na China, o Banco do Povo (PBoC, o BC chinês) deixou algumas de suas taxas de juros inalteradas nesta quarta-feira, sugerindo que poderá congelar suas principais taxas de referência na próxima semana. O PBoC manteve a taxa de linha de crédito de médio prazo, de um ano, em 2,75%, ao injetar 499 bilhões de yuans (US$ 73,09 bilhões) em liquidez no mercado financeiro. Também deixou intocada a taxa de 2% do acordo de recompra reversa de sete dias, numa injeção de 203 bilhões de yuans.

Às 9h26, o dólar à vista subia 0,21%, a R$ 5,2082 e, às 9h59, renovou a máxima, a R$ 5,2212 (avanço de 0,44%). O dólar março ganhava 0,24%, a R$ 5,2155.

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