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Dólar cai com exterior após aceno de Trump à China

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Com agenda doméstica de indicadores esvaziada e sem surpresas vindas de Brasília, os negócios no mercado de câmbio local foram pautados pelo ambiente externo na sessão desta quinta-feira, 20.

O real se apreciou moderadamente em dia de enfraquecimento global do dólar, após Donald Trump acenar com um possível acordo comercial com a China. Isso reforça a tese de que o presidente americano vai usar a ameaça de tarifaço para abrir canais de negociação, o que mitiga temores de acirramento da guerra comercial.

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Divisas emergentes também se beneficiaram da valorização das commodities, em especial do minério de ferro, após o Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) prometer medidas para estimular o crescimento e mitigar a crise no setor imobiliário.

Em baixa desde a abertura dos negócios, o dólar fechou em queda de 0,39%, a 5,7044, após ter tocado mínima a R$ 5,6870. O real, que vem liderando o desempenho entre emergentes nas últimas semanas, hoje exibiu ganhos inferiores a de seus pares latino-americanos.

"O cenário externo está mais ameno após Trump tirar um pouco o pé na questão do tarifaço e com a perspectiva de melhora no quadro geopolítico. A Ucrânia sinalizou hoje à tarde que pode aceitar ouvir proposta de Trump para encerrar a guerra", afirma o superintendente da mesa de derivativos do BS2, Ricardo Chiumento.

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Um dia após ser chamado de ditador por Trump, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que está pronto para um "acordo forte e realmente benéfico" com o presidente americano. "Todos precisam do sucesso nas relações com os Estados Unidos", afirmou o ucraniano, que conversou hoje com enviado especial de Trump para a região.

Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY apresentou queda firme e não apenas furou o piso de 107,000 pontos como desceu até a mínima aos 106,356 pontos. Euro e libra acentuaram os ganhos após fala de Zelensky, ao passo que o iene avançou mais de 1% com a perspectiva de mais alta de juros no Japão.

Chiumento avalia que cresce a percepção de que a política tarifária de Trump, apesar de menos agressiva do que o previsto, pode afetar mais a economia dos EUA do que a dos parceiros. O prognóstico é de inflação persistente com redução do crescimento.

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"Essa perspectiva de desaceleração dos EUA tem favorecido outras moeda globais e também o real", afirma o superintendente da mesa de derivativos do BS2. "Vejo um suporte muito forte do dólar em R$ 5,70. Se fechar consistentemente abaixo disso por alguns dias, pode buscar R$ 5,60".

A MCM Consultores avalia que o cenário para a moeda brasileira no médio prazo ainda é desfavorável. A consultoria projeta taxa de câmbio de R$ 6,00 em dezembro deste ano e de R$ 6,20 no fim de 2026.

Entre os fatores que podem levar a uma depreciação do real, a consultoria ressalta que as dúvidas sobre a qualidade e magnitude do ajuste fiscal - e da própria dinâmica da dívida pública - "devem retomar com força mais à frente".

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"Esse cenário tem por base a perspectiva de uma campanha polarizada entre forças políticas tradicionais, e pode se modificar no caso de reviravolta que permita a viabilidade política-eleitoral de candidaturas percebidas pelo mercado como reformistas", afirma a consultoria.

Outro risco que ameaça o real é o "potencial estrago" que o governo Trump ainda pode promover na economia global e na geopolítica, que não pode ser menosprezado, alerta a MCM Consultores.

"Apesar da atual calmaria, as perspectivas de médio prazo para a moeda doméstica seguem, a nosso ver, negativas. Naturalmente, quanto tempo durará essa trégua é difícil dizer", afirma a consultoria.

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