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Dólar cai a R$ 5,52, menor nível desde tarifaço a Brasil em 9/7

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O dólar firmou queda ante o real na tarde desta quarta, 23, com maior apetite a risco global pela expectativa de que os Estados Unidos fechem mais acordos comerciais, após anúncio de entendimento com o Japão e noticiário sobre conversas com a União Europeia (UE). O fechamento de R$ 5,52 e a mínima intradia, a R$ 5,5161, são os menores níveis vistos para os segmentos desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou em taxar o Brasil.

Após máxima R$ 5,5782 pela manhã, o dólar à vista renovou sucessivas mínimas no início da tarde e encerrou em baixa de 0,79%, a R$ 5,5230, menor fechamento desde 9 de julho de 2025, no dia em que Trump anunciou - após o fechamento dos mercados - que pretende tarifar produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto.

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O acordo comercial de Washington com a nação asiática "coloca um ânimo para o mercado no sentido de que: se conseguiu negociar com o Japão - que era uma 'casca grossa' por conta da indústria automobilística -, os EUA podem vir a negociar com outros países", avalia o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital.

A desvalorização do dólar ante o real ganhou ainda mais força com o enfraquecimento da moeda ante pares fortes, vide o índice DXY nas mínimas no período da tarde, em decorrência de notícias, como a do Financial Times, de que os EUA e a UE se aproximam de acordo para tarifa de 15% sobre produtos europeus - menor do que o porcentual de 30% informado ao bloco. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que, após as resoluções com Japão, Indonésia e Filipinas, os EUA ainda têm "muitos acordos comerciais para anunciar".

"Vemos um aumento no apetite por risco dos investidores estrangeiros, favorecendo o fluxo para moedas emergentes, com o real se beneficiando desse movimento na sessão de hoje, a despeito da incerteza sobre a nossa tarifa ainda prevalecer", afirma o economista sênior do Inter, André Valério.

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A busca por risco é vista pela queda da divisa americana ante moedas emergentes e de exportadoras de commodities, mesmo em dia de baixa do minério de ferro e volatilidade do petróleo.

Já o economista-chefe da Ativa, Étore Sanchez, destaca que a semana tem sido de baixa liquidez nos ativos domésticos, com Brasília de férias. Assim, ele considera que a performance do câmbio nesta quarta está mais atrelada a um "processo de acomodação da piora que teve recentemente", com tarifas.

Alguns operadores também afirmam que o real se beneficia do carry trade, com expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá a taxa Selic em 15% por período "bastante prolongado".

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