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Dólar avança no dia a R$ 5,71 com exterior e fiscal, mas recua 0,45% na semana

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O dólar apresentou alta firme nesta sexta-feira, 21, e voltou a superar o nível de R$ 5,70, acompanhando a onda de fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, em dia marcado por apreensão sobre os impactos das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia dos EUA.

O real, que vinha apresentando desempenho superior a de seus pares nos últimos dias, nesta sexta teve a segunda maior perda entre as principais divisas globais, à frente da moeda de Israel, que recuou mais de 1% em relação ao dólar.

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Além de tradicionalmente sofrer mais em períodos de aversão ao risco, o real pode ter sido abalado pelo desconforto com o quadro fiscal provocado pelos números do Orçamento de 2025, aprovado na quinta à noite pelo Congresso.

Com máxima a R$ 5,7345 pela manhã, o dólar encerrou o dia em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,7177. Apesar de ter subido na quinta e nesta sexta, a moeda fechou a semana com perdas de 0,45% - o que leva a desvalorização acumulada em março para 3,36%.

"Tivemos um movimento global de fortalecimento do dólar porque a imposição das tarifas recíprocas pelos EUA está para chegar agora no começo de abril e isso eleva a aversão ao risco", afirma o economista-chefe da corretora Monte Bravo, Luciano Costa. "Mas parte da alta do dólar é também pela questão fiscal. O orçamento passou com previsões mais otimistas de arrecadação para garantir o resultado primário."

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Outro ponto que traz preocupação é a chamada reforma da renda, dada a desconfiança sobre as chances de aprovação no Congresso das medidas de compensação, com tributação maior para faixas de rendas mais elevadas.

Além disso, teme-se que a perda de arrecadação com a isenção de IR estimada pelo governo esteja subestimada. Nos cálculos da Warren Investimentos, por exemplo, a isenção trará uma renúncia de R$ 34 bilhões, acima da prevista pelo governo (R$ 25,8 bilhões).

Costa, da Monte Bravo, lembra medidas de aumento de impostos encontram resistência no Congresso, o que gera dúvida em torno das compensações à perda de receita com a isenção do IR. Ele destaca que já começou a circular a ideia de diminuir o gasto tributário (isenções e subsídios), em vez de cobrar imposto sobre dividendos acima de R$ 50 mil.

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"Nos últimos meses, essa questão fiscal ficou mais adormecida, mas agora os ruídos voltaram. E isso traz um risco para o comportamento do real", afirma o economista.

No exterior, termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY voltou a superar os 104,000 ponto, encerrando a semana com valorização de cerca de 0,40%. No mês, o Dollar Index ainda sobe mais de 3%.

Em evento na Casa Branca, Trump disse que 2 de abril, data marcada por imposição de tarifas recíprocas pelos EUA, será o "dia da libertação americana". O presidente dos EUA ponderou que pode haver flexibilidade se houver reciprocidade e revelou que vai conversar do o líder chinês, Xi Jinping, sobre o tema.

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Temores de que a política comercial e migratória de Trump resulte em desaceleração do crescimento e repique da inflação povoam análises de economistas. Ecoando palavras do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na última quarta-feira, dirigentes do BC norte-americano ressaltaram nesta sexta que é preciso cautela no manejo da política monetária.

"Ainda há muita incerteza se a economia americana vai ou não experimentar uma recessão por conta da guerra comercial de Trump, que é inflacionária", afirma o economista Ian Lopes, da Valor Investimentos.

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