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Dívida Pública Federal tem alta de 1,44% em abril de 2025 ante março, aponta Tesouro

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O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,44% em abril ante março, e fechou o mês em R$ 7,616 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 28, pelo Tesouro Nacional. Em março, o estoque estava em R$ 7,508 trilhões.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 68,33 bilhões no quarto mês de 2025, enquanto houve uma emissão líquida de R$ 39,98 bilhões.

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A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve avanço de 1,55% em abril e fechou o mês em R$ 7,310 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 1,10% menor no mês, somando R$ 306,13 bilhões ao fim de abril.

Parcela de títulos

Com a taxa básica de juros em 14,75% ao ano, a parcela de títulos da Dívida Pública Federal (DPF) atrelados à Selic subiu em abril para 47,30%. Em março, estava em 46,38%. O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025 prevê um intervalo de 48% a 52% para a participação desses títulos. Os papéis prefixados caíram, indo de 21,51% para 20,23%. No PAF, o intervalo previsto é de 19% a 23%.

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Os títulos remunerados pela inflação avançaram para 28,46% do estoque da DPF em abril, ante 28,01% em março. O plano anual estipula participação de 24% a 28% para eles. Os papéis cambiais oscilaram a participação na DPF de 4,11% para 4,01% no quarto mês do ano. No PAF de 2025, o intervalo vai de 3% a 7% do estoque.

No relatório desta quarta-feira, o Tesouro informou ainda que a parcela da DPF a vencer em 12 meses apresentou queda, passando de 18,70% em março para 17,92% em abril. No PAF de 2025, o intervalo previsto é de 16% a 20%.

O prazo médio da dívida teve alta de 4,12 anos para 4,17 anos, na mesma comparação. O PAF aponta limites de 3,8 anos a 4,2 anos para 2025. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF caiu de 11,70% ao ano para 11,62% a.a. no quarto mês de 2025.

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Participações

A participação dos investidores estrangeiros no total da Dívida Pública teve alta em abril. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a parcela dos investidores não residentes no Brasil no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) passou de 9,62% em março para 9,72% em abril de 2025.

O estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros somou R$ 710,77 bilhões em abril, ante R$ 692,30 bilhões em março.

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A maior participação no estoque da DPMFi continuou com as instituições financeiras, com 30,26% em abril, ante 30,47% em março. A parcela dos fundos de investimentos passou de 21,47% para 22,08% em abril. Na sequência, o grupo Previdência foi de 24,12% para 23,86% no quarto mês de 2025. Já as seguradoras passaram de 3,97% para 3,82% na mesma comparação.

'Colchão da dívida'

O Tesouro Nacional encerrou abril com R$ 904,41 bilhões no chamado "colchão da dívida", a reserva de liquidez feita para honrar compromissos com investidores que compram os títulos brasileiros. O valor observado é 4,05% maior em termos nominais que os R$ 869,24 bilhões que estavam na reserva em março. O montante foi superior, em termos nominais, ao valor observado em abril de 2024 (R$ 884,52 bilhões).

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O valor serve de termômetro para saber se o País tem recursos para pagar seus investidores ou precisará recorrer rapidamente ao mercado para reforçar o caixa. O montante de abril era suficiente para cobrir 8,57 meses de pagamentos de títulos, ante 6,72 meses em março. O Tesouro trabalha com um mínimo prudencial equivalente a uma reserva para três meses de vencimentos.

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