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Dívida Pública Federal sobe 0,22% e fecha março em R$ 7,508 trilhões, revela Tesouro

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O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,22% em março e fechou o mês em R$ 7,508 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 30, pelo Tesouro Nacional. Em fevereiro, o estoque estava em R$ 7,492 trilhões.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 71,01 bilhões no terceiro mês de 2025, enquanto houve um resgate líquido de R$ 54,72 bilhões.

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A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve avanço de 0,29% em março e fechou o mês em R$ 7,199 trilhões.

Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 1,53% menor no mês, somando R$ 309,54 bilhões ao fim de março.

Parcela de títulos

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Mesmo com a taxa básica de juros em 14,25% ao ano, a parcela de títulos da DPF atrelados à Selic caiu em março para 46,38%. Em fevereiro, estava em 47,77%.

O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025 prevê um intervalo de 48% a 52% para a participação desses títulos. Os papéis prefixados cresceram, indo de 20,54% para 21,51%. No PAF, o intervalo previsto é de 19% a 23%.

Os títulos remunerados pela inflação avançaram para 28,01% do estoque da DPF em março, ante 27,51% em fevereiro. O plano anual estipula participação de 24% a 28% para eles. Os papéis cambiais oscilaram a participação na DPF de 4,18% para 4,18% no terceiro mês do ano. No PAF de 2025, o intervalo vai de 3% a 7% do estoque.

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No relatório divulgado nesta quarta, o Tesouro informou ainda que a parcela da DPF a vencer em 12 meses apresentou acréscimo, passando de 16,91% em fevereiro para 18,70% em março. No PAF de 2025, o intervalo previsto é de 16% a 20%.

O prazo médio da dívida teve alta de 4,08 anos para 4,12 anos, na mesma comparação. O plano aponta limites de 3,8 anos a 4,2 anos para 2025. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF subiu/caiu de 11,57% ao ano para 11,70% a.a. no terceiro mês deste ano.

Participações

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A participação dos investidores estrangeiros no total da Dívida Pública diminuiu em março. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a parcela dos investidores não residentes no Brasil no estoque da DPMFi passou de 9,65% em fevereiro para 9,62% em março de 2025.

O estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros somou R$ 692,30 bilhões em março, ante R$ 692,91 bilhões em fevereiro.

A maior participação no estoque da DPMFi continuou com as instituições financeiras, com 30,47% em março, ante 29,83% em fevereiro. A parcela dos fundos de investimentos passou de 22,28% para 21,47% em março.

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Na sequência, o grupo Previdência foi de 24,08% para 24,12% no terceiro mês de 2025. Já as seguradoras passaram de 3,81% para 3,97% na mesma comparação.

'Colchão da dívida'

O Tesouro Nacional encerrou março com R$ 869,24 bilhões no chamado "colchão da dívida", a reserva de liquidez feita para honrar compromissos com investidores que compram os títulos brasileiros. O valor observado é 2,20% menor em termos nominais que os R$ 888,78 bilhões que estavam na reserva em fevereiro. O montante foi inferior, em termos nominais, o valor observado em março de 2024 (R$ 887,41 bilhões).

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O valor serve de termômetro para saber se o País tem recursos para pagar seus investidores ou precisará recorrer rapidamente ao mercado para reforçar o caixa.

O montante de março era suficiente para cobrir 6,72 meses de pagamentos de títulos, ante 6,66 meses em fevereiro. O Tesouro trabalha com um mínimo prudencial equivalente a uma reserva para três meses de vencimentos.

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