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Dívida global cresce no 1º semestre e alcança nível recorde de US$ 307 trilhões, mostra IIF

O Instituto Internacional de Finanças (IIF) aponta que a dívida global aumentou US$ 10 trilhões no primeiro semestre de 2023, a US$ 307 trilhões, um novo recorde que representa US$ 100 trilhões a mais que uma década atrás. Segundo o relatório "Monitor da

Natália Coelho (via Agência Estado)

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Escrito por Natália Coelho (via Agência Estado)
Publicado em 19.09.2023, 12:36:00 Editado em 19.09.2023, 12:46:48
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O Instituto Internacional de Finanças (IIF) aponta que a dívida global aumentou US$ 10 trilhões no primeiro semestre de 2023, a US$ 307 trilhões, um novo recorde que representa US$ 100 trilhões a mais que uma década atrás. Segundo o relatório "Monitor da Dívida Global", divulgado nesta terça-feira, 19, mais de 80% da acumulação de dívida veio de mercados desenvolvidos, com os EUA, o Japão, o Reino Unido e a França registrando os maiores aumentos. Entre emergentes, o aumento foi mais acentuado na China, na Índia e no Brasil.

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Agora, a proporção da dívida sobre o Produto Interno Bruto global está em torno de 336%, acima dos 334% do quatro trimestre de 2022 e registrando uma alta após sete trimestres consecutivos de queda. Segundo análise, com a moderação das pressões salariais e de preços, a projeção é que a proporção ultrapasse os 337% até ao final do ano.

Entretanto, o documento pontua que os encargos das dívidas de consumidores ainda estão controlados em economias avançadas, especialmente nos EUA, o que deverá permitir espaço para mais aperto monetário pelos BCs, caso haja persistência na pressão inflacionária.

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O IIF também chama atenção para a queda acentuada nos empréstimos bancários, evidente entre governos e instituições financeiras. "Em contraste, os fatores macroeconômicos adversos prevalecentes, incluindo condições de financiamento mais restritivas, levaram a uma desaceleração acentuada na expansão do crédito bancário às famílias e às empresas não financeiras".

Entretanto, nos EUA, a expansão contínua dos mercados de crédito privado "ofereceu um amortecedor para as empresas que enfrentaram padrões de crédito bancário mais apertados na sequência da tensão bancária regional do país no início deste ano".

Já falando sobre países emergentes, a instituição destaca que as tensões da dívida interna dos mercados emergentes prejudicam as perspectivas: "à medida que os custos de financiamento internacional se estabilizam em níveis mais elevados, a dívida pública nos mercados emergentes (como por exemplo a China) retomou a sua tendência ascendente no segundo semestre de 2022, registrando um ligeiro aumento para 57% do PIB".

No Brasil, o IFF aponta que a dívida das famílias como proporção do PIB caiu de 33,6% no segundo trimestre de 2022 para 32,7% igual período deste ano; a de corporações não financeiras subiu de 51,9% para 52,1%; a do governo recuou de 88,8% para 86%; e a do setor financeiro caiu de 46,2% para 40,5%.

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