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DIs médios e longos sobem com Treasuries e digerindo detalhes sobre LOA

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Os juros futuros chegaram a cair pontualmente com a informação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) de que o governo federal sugeriu um corte no Bolsa Família para ajustar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025. Mas o movimento não se sustentou porque o corte de R$ 7,7 bilhões proposto foi considerado baixo, além de ter como contraponto a inclusão de despesas como Auxílio-Gás e em Benefícios Previdenciários.

A abertura da curva nos vértices médios e longos também teve respaldo no movimento dos rendimentos dos Treasuries, que subiram após aceleração da alta de preços nos componentes do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA.

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Por volta das 17h20, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 operava perto da estabilidade a 14,710%, de 14,714% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2027 subia a 14,580%, de 14,544%, e o vencimento para janeiro de 2029 avançava para 14,565%, de 14,471% no ajuste de ontem.

Destaque do noticiário no período da tarde, o governo federal pediu ao Congresso alterações na LOA deste ano, com corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família e de R$ 7 bilhões em ações do Ministério da Educação.

Mas foi solicitado também a inclusão de uma série de novas despesas, como acréscimo de R$ 3 bilhões para o Auxílio-Gás, cerca de R$ 7,8 bilhões para a rubrica de "Benefícios Previdenciários" do Fundo do Regime Geral de Previdência Social, e R$ 3 bilhões na rubrica "Apoio Financeiro Reembolsável mediante Financiamento e outros Instrumentos Financeiros para Projetos de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima" do Fundo Social.

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"O tema é delicado. Eu tenho ressalvas com este tipo de anúncio", afirma o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez. Ele destaca que o corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família é considerado baixo, e frisa que "apostar em corte no Bolsa Família em meio à queda de popularidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva parece pouco factível".

O economista-chefe da Nova Futura, Nicolas Borsoi, comenta ainda que o pedido para acrescentar cerca de R$ 7,8 bilhões na rubrica de "Benefícios Previdenciários" mostra que "o corte no Bolsa Família não foi para compensar só o Auxílio-Gás".

O mercado, assim, voltou a ser guiado principalmente pelo exterior. "O cenário está complicado por global. Primeiro ponto é Treasuries abrindo. Apesar de o CPI dos EUA ter vindo abaixo do esperado, alguns itens dentro da composição ficaram mais pressionados, principalmente bens, e isso gera maior incerteza", comenta o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital.

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O Brasil também digere dado de inflação local. O IPCA acelerou a 1,31% em fevereiro, ligeiramente abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,32%. "Contudo os núcleos não foram tão positivos assim. Houve um comportamento agudo da parte de serviços", pondera Sanchez, da Ativa.

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