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Dirigente do Fed vê possíveis cortes de juros em 2024, mas graduais e condicionados a dados

A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Cleveland, Loretta Mester, afirmou que há possibilidade de cortes de juros em 2024, caso a economia do país tenha desempenho dentro do esperado. No cenário base da dirigente, a ativ

Laís Adriana (via Agência Estado)

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Escrito por Laís Adriana (via Agência Estado)
Publicado em 07.03.2024, 14:55:00 Editado em 07.03.2024, 14:59:03
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A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Cleveland, Loretta Mester, afirmou que há possibilidade de cortes de juros em 2024, caso a economia do país tenha desempenho dentro do esperado. No cenário base da dirigente, a atividade econômica e o emprego continuarão arrefecendo neste ano, enquanto a inflação manterá trajetória de queda.

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"Acredito que estaremos nesta posição de reduzir juros mais adiante em 2024. E, quando começarmos, os cortes serão em ritmo gradual para podermos gerenciar os riscos em ambos os lados do nosso mandato", disse a dirigente, em discurso preparado para evento do Centro Econômico e Financeiro Europeu.

Na visão dela, o gerenciamento de risco "será a marca principal" do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) nas próximas decisões monetárias. "Maior risco no momento seria cortar juros de modo prematuro ou em ritmo rápido", afirmou Mester. "Não queremos começar a reduzir taxas e precisar reverter o curso por desfazer progresso com a inflação ou desestabilizar expectativas."

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A dirigente observa que justamente a atividade econômica sólida e o crescimento forte dos empregos permitem ao BC norte-americano evitar este risco e esperar por mais evidências de uma queda sustentada da inflação, para ganhar confiança antes de alterar a política monetária.

Comportamento da inflação

A presidente do Federal Reserve de Cleveland alertou, porém, que o nível restritivo dos juros pode ser mantido por tempo maior do que o previsto, se a inflação norte-americana estagnar acima de 2%.

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No discurso, a dirigente argumenta que a "política monetária está bem posicionada" para esperar mais evidências de queda sustentada dos preços, enquanto gerencia riscos para o cenário econômico.

Entre os riscos, Mester destacou as possibilidades de: ressurgimento dos estresses bancários por exposição ao setor imobiliário comercial; deterioração rápida do mercado de trabalho; e resiliência da economia, que pode sinalizar juros neutros mais elevados.

"O aumento das tensões geopolíticas tem implicações potenciais para os mercados financeiros, os preços do petróleo e a demanda e oferta globais", apontou a dirigente. "Além disso, juros neutros elevados criam risco de uma política monetária menos restritiva do que esperamos, o que implicaria em manutenção do nível restritivo por tempo prolongado."

De modo geral, Mester espera que a inflação mantenha queda rumo à meta de 2%, embora com mais persistência do que no anterior, exigindo cautela ao calibrar os juros. E mesmo que o Fed decida cortar as taxas, a redução do balanço patrimonial pode continuar para melhorar a sua efetividade e minimizar a alocação de crédito em alguns setores da economia.

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